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5 coisas sobre Rachel de Queiroz que justifcam homenagem do Doodle

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5 coisas sobre Rachel de Queiroz que justifcam homenagem do Doodle

Reprodução / Google

O google celebra datas comemorativas com um cabeçalho animado especial para o site de buscas, o famoso Doodle. Nesta sexta-feira, 17 de novembro, quem estampou a homenagem foram os 107 anos de nascimento da romancista brasileira Rachel de Queiroz. E todo brasileiro hoje está cheio de orgulho. Bom aproveitar a oportunidade pra conhecer mais um pouquinho sobre a escritora. Veja 5 curiosidades sobre um dos maiores nomes da nossa literatura.

1. Precoce

Antes mesmo de mulher ter direito a voto no Brasil, o que só aconteceu em 1932, foi revelada e respeitada como intelectual ainda muito jovem. Aos 19 anos escreveu o livro que lhe traria fama nacional, a narrativa sobre os problemas do sertão nordestino, como a miséria e a seca.

2. Imortal

Conseguiu o feito de ser a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras, em 1977. Isso sim é ser imortal!

3. Maria não vai com as outras

Nem se discutia tanto feminismo no Brasil, mas Rachel de Queiroz já se preocupava em uma outra abordagem sobre o papel da mulher. Em 1992, lançou o Memorial de Maria Moura que conta a história da líder de um grupo de cangaceiros num Nordeste arcaico e machista. A obra se popularizou graças a minissérie da TV Globo protagonizada por Glória Pires.

4. Canônica

Além da cadeira na ABL, Rachel de Queiroz também foi a primeira mulher a conquista o prêmio máximo da Língua Portuguesa, o Prêmio Camões, em 1993, assinando seu nome na história ao lado de nomes como Raduan Nassar, José Saramago, Mia Couto, Ferreira Gullar.

5. Controversa

Quando começou a se interessar em política social em 1929, ingressou no que restava do Bloco Operário Camponês em Fortaleza, formando o primeiro núcleo do Partido Comunista Brasileiro, chegando a ser presa acusada de comunismo, em 1937. Exemplares de seus romances foram queimados. Porém em 1964, apoiou a ditadura militar e integrou o Conselho Federal de Cultura e o diretório nacional da ARENA, partido político de sustentação do regime. Vai entender a voltas que a vida dá, né?