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Carnaval de Salvador terá postos para denúncias de racismo

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Carnaval de Salvador terá postos para denúncias de racismo

Divulgação / Sepromi

No Brasil, racismo é crime inafiançável mas pouca gente realmente é indiciada, que dirá julgada e condenada pela prática ofensiva. Talvez estimular e facilitar o acesso aos instrumentos de denúncia seja um dos caminhos para realmente coibir o preconceito racial no país. O carnaval de Salvador vai neste ano disponibilizar dois pontos de acolhimento de denúncias em uma ação coordenada pelo Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, da Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade Racial.

Um posto fixo ficará montado na sede do Procon, na Rua Carlos Gomes, no Centro de Salvador. O horário de funcionamento, entre os dias 8 e 13/2 (de quinta a terça-feira), é de 14h às 22h. As denúncias serão registradas e os foliões também receberão orientação jurídica sobre a Lei do Racismo. Além deste, uma unidade móvel circulará durante todo o Carnaval, pelas festas de bairro e também os principais circuitos de folia distribuindo informações e prestando atendimento preventivo além de receber as denúncias de violação de direitos.

Quem não tiver como comparecer pessoalmente aos pontos de denúncia, pode ligar e registrar os casos de racismo por telefone pelo número 0800 284 0011 da Ouvidoria Geral do Estado (OGE).

Em outras cidades, caso alguém presencie um episódio de racismo é possível acessar o Disque 100, serviço do governo federal para receber denúncias de violações de direitos humanos, que tem dois módulos voltados à negritude: um para violações contra a juventude negra, mulher ou população negra em geral; e outro específico para receber denúncias contra comunidades quilombolas, de terreiros, ciganas e religiões de matriz africana.