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#meuamigoracista busca provocar debate sobre racismo cotidiano

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#meuamigoracista busca provocar debate sobre racismo cotidiano

Como diria a artista portuguesa Grada Kilomba, “O racismo é uma problemática branca”. Para ela, racismo tem a ver com poder, com privilégios. A população negra não tem poder historicamente. No universo de comunidades marginalizadas pode haver reprodução de preconceito, portanto é o poder que define o racismo.

Para o Dia da Consciência Negra, hoje, 20 de novembro, participei de um projeto que é uma parceria entre a minha agência (como jornalista, atuo à frente de uma agência de comunicação) e coletivo feminista de jornalismo independente Afoitas para um campanha impactante para a data. Entendemos que no dia de hoje não temos nenhuma obrigação de sermos didáticos, de ensinar brancos o valor e o poder negro, historicamente, e de invocá-los para que sejam nossos parceiros na busca pela igualdade racial.

Hoje, mais que afagos, precisamos de respeito. O respeito que se dá pela revisão de privilégios, de abrir mão de ferramentas de opressão, mesmo as mais sutis. Precisamos que sejamos TODOS profundamente honestos sobre como reverberamos preconceitos sem perceber, nas sutilezas do dia a dia. Por isso partimos do compartilhamento de experiências de “fogo amigo”, do racismo oriundo das nossas relações próximas, para refletir sobre o tema a partir do compartilhamento da #meuamigoracista,

Leia a íntegra do texto da campanha:

“Vivemos num país onde 92% da população reconhece que existe racismo, porém apenas 1,3% se considera racista. O que seria então ser racista? O problema são os outros, ou não estamos conscientes sobre de que forma contribuímos para a perpetuação do racismo?

Consciência negra passa pela reflexão constante sobre quem somos e de que forma não estamos contribuindo com as desigualdades raciais.

Neste dia 20, propomos que ao invés de simplesmente identificarmos o que está claro, à superfície, como o discurso de ódio, atentemos também para as sutilezas do fogo amigo, o racismo incutido nas palavras doces, nas piadas, nas expressões "carinhosas", das pessoas com as quais convivemos seja no ambiente de trabalho, encontros familiares ou na fila daquele show que dividimos.

O coletivo de jornalismo independente, Afoitas, em parceria com a Agência Pavio, lança a campanha #meuamigoracista para refletirmos sobre as formas de racismo velado que nos atinge e nos coloca em lugares que não nos representam nem dão conta da profundidade de se reconhecer como negros e negras. Sabemos que numa sociedade racista, a reprodução do racismo está enraizada no nosso cotidiano. Por isso, pedimos: nos esforcemos mais. Só vamos chamar de amigos aqueles que se esforçarem também.”

#meuamigoracista busca provocar debate sobre racismo cotidiano
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