3 grandes personagens do cinema que simulam o autoafastamento do “eu”

3 grandes personagens do cinema que simulam o autoafastamento do “eu”

3 grandes personagens do cinema que simulam o autoafastamento do “eu”

Quantas foram as vezes que a gente, no alto de nossos problemas, dissemos: “queria deixar de ser eu por um dia que fosse”?

Ou que pensamentos como “e se eu fosse outro, como minha vida seria?” tomaram proporções gigantescas, nos fazendo, de algum modo, fantasiar a pele, a vida e a cabeça alheia?

Todos (mesmo que muitos neguem, fingindo autossuficiência completa), em algum espaço de tempo, sonharam em começar do zero como outra pessoa.

3 grandes personagens do cinema que simulam o autoafastamento do “eu”

A partir do momento que somos impedidos de atuar socialmente porque o outro que idealizamos não permite, aí sim, estamos cursando rumo ao mundo paralelo das patologias psíquicas. Transtorno Evitativo, Transtorno de Personalidade Astênico, Síndrome de Cotard, Transtorno Dissociativo de Identidade, são algumas das muitas síndromes e transtornos que pairam sobre as dores de ser eu querendo (ou não) ser outro (ou sendo outro, literalmente).

O Universo cinematográfico, como um reprodutor ficcional de situações, não poderia deixar de fora estes personagens, por vezes, tão nós em busca de não sermos nós. Paradoxal? Muito! Mas não somos os nós este paradoxo?

Foi seguindo este fluxo mais que humano que apresentamos para vocês as 3 grandes personagens do cinema que simulam o autoafastamento do “eu”:

1. Muriel Heslop (filme: O Casamento de Muriel)

Sabe aquela família desajustada? Muriel Heslop (Toni Collette) está no centro dela. Absorta pelas felizes canções do ABBA, sonha o dia que sua vida será tão boa quanto em “Dancing Queen”. Acima do Peso, descreditada pelo pai corrupto e pela mãe apática e depressiva, com irmãos quase vegetativos e descartada pelas “amigas’... A realidade, diferentemente das canções, é cruel…

Muriel sente no casamento (sem relação afetiva) e na mudança do nome, uma forma de deixar de ser a loser desdenhada por todos.

2. Betty Sizemore (filme: A Enfermeira Betty)

Betty (Renée Zellweger) sonhava em ser enfermeira, mas vivia presa ao lado de um marido grosseirão e nojento na cidade do Kansas. Sua saída: uma telenovela da qual já tinha decorado todos os diálogos. Betty já não assiste apenas, ela é uma das personagens da trama. Basta que seu marido seja brutalmente assassinado, por negócios escusos, em sua frente, para que ela saia de vez da realidade e torne-se uma personagem desta novela médica.

3. Amelie Poulain (filme: O Fabuloso Destino de Amelie Poulain)

E quando você, dentro dos seus gostos excêntricos, resolve criar estratagemas para melhorar a vida de todos aqueles que circulam, esquecendo sua própria bagunça? Essa é Amelie Poulain (Audrey Tautou).

Uma mulher sensível ao imperceptível, aos pequenos prazeres. Vive projetando diferentes realidades, desatando os nós alheios e se embrenhando numa teia própria de fuga. Em uma cena poética, seu vizinho de ossos de vidro descreve a partir de uma reprodução de Renoir, o desenho de uma menina atrás de um copo d’água e seu olhar longínquo.

Provoca Amelie, dizendo: “ela prefere imaginar uma relação com alguém ausente que criar laços com os que estão presentes. Talvez tente arrumar a bagunça da vida dos outros, mas e ela? E a bagunça na vida dela? Quem vai pôr em ordem?”.

Todos, buscam incessantemente, a si próprios nos personagens que constroem... E você, já se encontrou também ou continua fugindo de si?

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