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Conheça os serial killers de verdade por trás de “Mindhunter”, da Netflix

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Uma assustadora imersão nos psicopatas que inspiraram os personagens da série 

Conheça os serial killers de verdade por trás de “Mindhunter”, da Netflix

Foto: Na imagem à esquerda, o Edmund Kemper de verdade. À direita, o personagem na série 

A nova série de crimes da Netflix, Mindhunter, do aclamado David Fincher, vem conquistando o público e a crítica com a investigação das mentes de grandes serial killers da história, numa época em que pouco se falava sobre isso.

O que poucos sabem, porém, é que esse thriller foi inspirado pela verdadeira origem da Unidade de Análise Comportamental do FBI, que começou a estudar psicopatas no final dos anos 1970. E, embora os nomes dos agentes especiais tenham sido mudados, assim como temos uma liberdade poética para as reviravoltas da narrativa, diversas entrevistas com criminosos realmente existiram.

É bizarro e assustado o quão realista é a retratação de alguns protagonistas - assim como a crueldade deles. Por isso, fizemos uma lista com os cinco principais assassinos que inspiraram os serial killers da série. 

Confira:

ATENÇÃO! ESSE POST CONTÉM SPOILERS! 

1. Edmund Kemper foi considerado culpado por assassinato, desmembramento e necrofilia de 10 pessoas, entre 1964 e 1973 Pode-se dizer que teve uma infância conturbada, como a própria série conta, mas ele demonstrou ser psicopata desde cedo; quando tinha 10 anos, disse que teria de matar uma professora do colégio para conseguir um beijo dela. A revelação teria sido feita à irmão. Além disso, outros relatos dizem que ele "brincava" de decepar os gatos da mãe. Conhecido como o "gigante assassino", já que tem 2 metros de altura e pesa cerca de 100 kg, ele é também autor da assustadora frase: "Quando vejo uma menina bonita andando na rua, uma parte de mim quer levá-la para casa, ser agradável e tratá-la bem; já a outra parte se pergunta como a cabeça dela ficaria em um espeto". No total, Edmund foi responsável pelo sequestro e assassinato de seis mulheres estudantes, além dos avós, sua mãe e um amigo dela. Você pode assistir suas entrevistas, sem legendas, nesse link. Kemper está vivo e preso na Califórnia.

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2. Monte Russell estuprou 12 mulheres e assassinou 5 delas antes de ser preso aos 19 anos. Ficou conhecido por ter começado a praticar os crimes com apenas 14 anos, e foi condenado a uma sentença de quatro prisões perpétuas. Tirando isso, sabe-se pouco da sua vida.De acordo com o Washington Post, as cinco vítimas foram mortas todas num período de nove meses em 1976. Ele continua preso na Virgínia e tem 59 anos, mas não há fotos em registro.

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3. Jerry Brudos estrangulou quatro mulheres na década de 1960 e ficou conhecido como "O Assassino da Luxúria" e "O Assassino do Fetiche de Sapatos". Bizarramente, esse fetiche começou quando ele tinha apenas 5 anos de idade, depois que brincou com sapatos feminino numa lixeira. Supostamente, ele já roubava até roupas íntimas das vizinhas. Por conta disso, chegou a ser internado e foi acusado de perseguir mulheres na adolescência, bater nelas e fugir com os sapatos. Mesmo assim, em 1961, casou com uma mulher com quem teve dois filhos, e foi morar em Salem, Oregon. Não demorou muito para cometer os assassinatos entre 1968 e 1969. O pior: guardava os sapatos e roupa numa garagem. Brudos ainda foi acusado de fazer sexo com um dos corpos, amputar os seios de duas vítimas e fazer molde com as partes como troféu. Morreu em 2006.

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4. Richard Speck matou 8 estudantes de Enfermagem em uma noite só de 1966. Após desistir do colégio quando tinha 15 anos, se tornou um alcóolatra. Com 24 anos, em 1966, Speck se mudou para Chicago em busca de emprego. Numa noite, ficou bêbado e foi para uma casa onde moravam oito estudantes de Enfermagem, depois de conseguir invadir ameaçando uma delas com uma faca. Ele amarrou cada um delas e foi as matando de forma sequencial. Uma nona jovem estava na casa, mas ela se escondeu embaixo da cama e ele simplesmente não percebeu. De acordo com o Chicago Tribune, a frase da sua entrevista na série: "essa não era a noite delas", realmente foi dita. Morreu de ataque cardíaco em 1991, enquanto preso.

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5. Dennis Rader, o assassino BTK, ativo entre 1974 e 1991. O apelido veio porque ele deixava as palavras escritas nos locais dos crimes; “Bind, Torture, Kill”, que quer dizer “Amarrar Torturar Matar”, em tradução livre. Além da loucura das cenas, como, por exemplo, bonecas amarradas nos corpos das vítimas, ficou conhecido por ridicularizar a polícia, ao mandar cartas à imprensa assumindo os assassinatos. Foi preso em 2005 e nunca demonstrou arrependimento, sendo condenado por ter matado 10 pessoas, mas há quem diga que existem muitos outros crimes não descobertos. 

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