HUMOR

"O Príncipe do Natal" é a sua nova comédia romântica favorita (que você odeia)

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Uma singela homenagem ao filme da Netflix mais clichê e divertido de todos os tempos

"O Príncipe do Natal" é a sua nova comédia romântica favorita (que você odeia)

Foto: divulgação

Dia desses, despretensiosamente, como toda boa fã de comédias românticas, decidi dar o play em “O Príncipe do Natal”, uma produção original nova da Netflix. O conto traz uma história fictícia sobre uma jornalista americana que deve acompanhar um príncipe e acaba se apaixonando por ele. E eu preciso desabafar sobre essa experiência.

Antes, o trailer: 

Só um adendo: o timing para o lançamento não poderia ter sido melhor. Afinal, como eu, muitos andam parcialmente inspirados pelo romance, após o anúncio de noivado do príncipe Harry com a atriz Meghan Markle...

Bem, quando se trata de filmes piegas e clichês, minha tolerância é relativamente alta, por assim dizer. Eu simplesmente amo bons filmes como “Um Lugar Chamado Notting Hill” e “O Diário de Bridget Jones”. E em outra medida, também sei me divertir com “A Mentira” ou “A Nova Cinderela”. Eu gosto mesmo, me ajuda a relaxar e fico feliz quando termina, essa é a mais pura verdade. Afinal, embora precisemos sempre de realidade, é da fantasia que queremos com maior frequência.

Por isso, já estava esperando me emocionar em alguma dose com os bons e velhos clichês, mesmo que não fosse reprisar tantas vezes a produção. Ainda mais quando me dei conta que a protagonista seria a fofa Rose McIver de iZombie - série que adoro! - com algum ator britânico que nunca vi na vida. E, caros, qual não foi minha surpresa: cá estou recomendando para vocês. Contudo, já alerto: você vai odiar.

"O Príncipe do Natal" é a sua nova comédia romântica favorita (que você odeia)

Foto: divulgação

“Oi? Essa é a pior crítica que já vi na minha vida”, você deve pensar. Então eu explico. É que sem dúvidas, esse longa com o que pressuponho tenha sido feito com o resto de orçamento que a Netflix deve ter para o fim de ano, se tornou um novo clássico natalino, que entra para categoria de: “você vai achar tosco em 90% do tempo, mas vai chorar sim e colocar na véspera do Natal várias vezes’.

Entrando mais a fundo na história - sem dar grandes spoilers não que isso impacte muito -, temos Amber, uma jornalista de uma revista nova iorquina, que ganha a oportunidade da sua vida: acompanhar a coletiva de imprensa que supostamente iria anunciar que um príncipe playboy da cidade fictícia de Aldovia (deve ser vizinha a Genovia, o país de “Diário da Princesa”) vai se tornar rei. Claro, quando ela chega lá, tudo dá errado por um momento. De alguma forma, ela se enfia no castelo, que não tinha segurança alguma, e se passa pela nova tutora da irmã mais nova do príncipe, conquistando rapidamente o coração de todos, inclusive o da realeza. O fim, você já imagina.

Curiosamente, nada nas reviravoltas ou tentativas de aprofundar a história faz sentido. Tudo é banal. Exemplo: para tornar a protagonista relacionável, ela usa all stars o tempo todo, mesmo quando está com vestido de gala que parece ter sido comprado na Forever 21. O príncipe playboy é na verdade fofo, então em várias cenas ele brinca escondido com crianças. Com tudo isso, você pensa: BERRO! Que coisa ridícula. E transita logo depois para: “Aaaaaain bonitinhos”. É um misto de sentimentos de revolta com 😍. 

Resumindo: tem esteriótipos? Tem. Tem cenas sem sentido? Também. Quando você finalmente começa a comprar o casal eles já tão quase casando? Sim. É previsível? Demais. Você deve comprar uma garrafa de vinho e correr pro sofá para assistir? Com certeza.

De forma geral, é isso, e qual não foi minha alegria ao descobrir que não estava sozinha. Então, dá só uma olhada que repercussão maravilhosa e não perca mais tempo: