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The OA, a série do Netflix que você não sabia que precisava

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The OA, a série do Netflix que você não sabia que precisava

Essa inusitada produção chegou sem muito alarde na plataforma de streaming. Faz quase um ano que rolavam rumores da parceria entre os criadores Brit Marling e Zal Batmanglij, conhecidos no cenário norte-americano de filmes independentes por obras como “O Sistema” e “A Seita Misteriosa”. Mas os fatos se limitavam à dupla estar trabalhando em uma série original do Netflix. Não havia spoilers, rebuliço, trailer, imagens de divulgação e nem elenco definido.

Tanto mistério acabou não atiçando a criatividade ou curiosidade do público, que de nada falava sobre o assunto até o lançamento do trailer. Confira: 

De repente, a série conquistou as manchetes, fãs e teorias loucas na internet. 

Basicamente, a história acompanha a vida de Prairie Johnson (interpretada pela própria Brit), uma garota cega que desaparece por 7 anos e que, quando retorna à sua casa, está enxergando. Ela não fala sobre o que aconteceu ou seu passado ao FBI nem aos seus pais (daí todo mistério). 

Com ares de drama, suspense e ficção científica, “The OA” é um pouco difícil de definir sem estragar a trama. As letras do título são iniciais em inglês de Original Angel (ou Anjo Original). A cada capítulo, uma surpresa diferente. 

Diagnosticada com psicose, a jovem recorre a um grupo de desajeitados da escola, com quem compartilha o seu passado fantástico, que inclui ficar presa em um cativeiro, experiências com vida após a morte, poderes sobrenaturais e dimensões. Mas realmente, só assistindo para se entender.

The OA, a série do Netflix que você não sabia que precisava

Não é à toa que fizeram com que chegasse a ser apelidada de a nova “Stranger Things”....

Admito, é difícil de levar a sério a trama em alguns pontos. Nesse sentido, também tem um quê de Arquivo X — “Eu quero acreditar”. Mas, no fim, você acaba tão envolvido pela protagonista que precisa saber o que acontece, assim como os jovens que a escutam. 

Como essa é toda graça da produção, faz sentido até que o marketing tenha definido não anunciar nada antes. Decisão arriscada pode parecer, mas extremamente inteligente. Por isso, mesmo com esse texto, é extremamente necessário assistir desarmado e aberto às possibilidades. Pois você ficará fisgado e interessado em saber o resultado.

É justamente nesse momento, porém, que a crítica se dividiu. Muitos não gostaram e acharam decepcionante. Lenta até em alguns pontos. Já outros, se juntaram para conspirar teorias, dividindo opiniões sobre os rumos dessas perguntas em aberto. 

A trama é complicada, verdade. Mas seu sucesso é, a meu ver, é justamente pelo fato de ter o aspecto de um longo filme; com cerca de 7 horas de duração, dividido em oito capítulos. Cumprindo a missão que um filme de duas horas não faria. 

Por tudo isso, considero "The OA" a real personificação do storytelling num sistema de vídeo on demand. Assim, tem um começo, meio e fim, sem depender (de verdade) de outras temporadas para se manter de maneira robusta. Essa é beleza. 

Sem mais demora, te convido a dar o play. É, no mínimo, uma experiência única de conteúdo. Depois me diga: você está convencido?