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6 dicas para organizar as finanças sendo autônomo ou freelancer

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Trabalhar “por conta” significa desenvolver também suas habilidades como contador

Imagem: Pixabay
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Muita gente sonha em trabalhar por conta própria, seja num negócio novo ou como freelancer, atuando em projetos pontuais. Na lista de prós, quem tem esse sonho (ou fez essa transição) costuma colocar pontos como horários flexíveis, home office e equilíbrio com a vida pessoal.

Nos contras, uma expressãozinha cabeluda reina absoluta: instabilidade financeira. Pois é! Não saber quanto vai ganhar a cada mês – ou se quer se vai ganhar algo – é realmente um desafio. Mas organização financeira resolve 90% desse problema.

Como os outros 10% basicamente dependem apenas do sangue frio de quem arrisca, aqui vão seis dicas para perder a maior parte do medo da incerteza com a grana.

1 - Aprenda o que é fluxo de caixa (e cuide do seu)

A expressão é bonita e rebuscada, mas seu significado é bem simples. Fluxo de caixa é basicamente controlar o que entra e o que sai das suas contas para não deixar vazio o tal do “caixa”.

Lembre-se que sendo freelancer ou autônomo, você terá tempos de vacas gordas e magras se revezando com uma velocidade incrível. Nos meses bons de trabalho, por favor, segure a empolgação com o caixa cheio! Mantenha uma reserva para os momentos não tão bons, guardando um percentual de tudo o que entra e anotando as previsões de gastos e ganhos para os próximos meses.

2 - Não esqueça dos impostos!

Se você faz seus serviços sem usar um CNPJ, ou seja, como pessoa física, é importante lembrar que o dinheiro que entra também tem de ser declarado. Para isso, basta usar o programa da Receita Federal chamado carnê-leão. Instalado no computador, ele mesmo diz se há imposto para pagar, quanto e emite o boleto. Essa declaração deve ser feita em todos os meses que entrou uma grana. Na hora de declarar o IR, é só exportar os dados automaticamente.

Agora se você faz serviços via uma empresa, com um CNPJ, é fundamental recolher os impostos de acordo com cada regime tributário e guardar todas as notas emitidas. Isso pode ser útil na hora de declarar seus ganhos no IR de pessoa física no ano seguinte.

3 - Separe as contas pessoais e da empresa, caso tenha uma

Se você realizar seus serviços como uma empresa pequena, por exemplo uma MEI, é importante separar as finanças da pessoa física e do CNPJ. Por mais chato que seja pagar taxas para bancos, vale a pena começar por aí, com uma conta para a pessoa física e uma para a pessoa jurídica. Isso vai facilitar muito a execução de todos os passos descritos acima.

4 - Use métodos de controle financeiro no dia a dia

Existem vários: de aplicativo a tabelinha feita a mão. Pense no que melhor se adapte a sua realidade, mas escolha um!

5 - Coloque 13º e férias na conta

“Ai, a liberdade de trabalhar sem chefe!”, diriam alguns para defender um estilo de vida que, em teoria, te deixa mais disponível para fazer coisas do tipo viagens legais quando bem entender.

Pois é, mas quem trabalha via CLT tem pelo menos dois salários a mais que você, querido autônomo/freelancer. Por isso, na hora de planejar o momento de lazer, some pelo menos dois salários a mais (equivalente ao 13º e férias remuneradas) na conta diluída de quanto gostaria de ganhar por mês para realizar seus sonhos.

6 - Aprenda a “precificar” seu trabalho

Essa talvez seja a parte mais difícil. Colocar um preço justo no seu trabalho, especialmente quando falamos de serviços (que não envolvem matérias primas e outros custos de produção), é um desafio para 99% das pessoas que trabalham por conta própria.

Basear-se no quanto ganharia para fazer tal trabalho se estivesse no mercado formal, é um bom ponto de partida. Mas não esqueça que os profissionais CLTs têm direitos como alimentação, transporte e convênio médico e coloque isso na sua conta. A partir daí, pense no quanto vale sua hora de trabalho e comece a definir seus preços. Com o tempo, a conta se afina.