DINHEIRO

Como a taxa de Trump sobre aço e alumínio afeta o Brasil

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Os Estados Unidos são um importante cliente do país no setor

Donald Trump assina decreto presidencial sobre o ajuste das importações de aço para os Estados Unidos. Casa Branca, via Fotos Públicas
Donald Trump assina decreto presidencial sobre o ajuste das importações de aço para os Estados Unidos. Casa Branca, via Fotos Públicas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colocou no começo do mês suas garras protecionistas para fora e anunciou uma sobretaxa para o aço e o alumínio importado para os Estados Unidos.

Com a decisão, a tarifa imposta será de 25% sobre o aço para aquele país e de 10% sobre o alumínio.

As ideias protecionistas do presidente já haviam sido apontadas pela The Economist Intelligence Unit, unidade de pesquisas da prestigiada revista inglesa The Economist, como um dos 10 maiores riscos para a economia global em 2018.

O que talvez não fosse tão previsível, é que logo em março já teríamos uma medida prática tão dura sobre produtos fundamentais para o avanço da infraestrutura no mundo.

O mundo todo está bastante preocupado. O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, já telefonou ao "colega" americano para falar sobre o tema. Na Alemanha, a ministra da economia, Brigitte Zypries, já disse que empregos no mundo estão em risco.

E aí, você pode pensar: e eu com isso? Bem, você tem muito a ver com isso. A globalização, embora Trump se negue a acreditar, é um caminho sem volta e você, querido brasileiro, mora num país com a economia bastante integrada.

Falando de Brasil, o país é o segundo maior vendedor dos produtos para os Estados Unidos. A sobretaxa, naturalmente, desestimula as compras brasileiras, tornando nosso aço e alumínio menos competitivos no mercado global.

Indústria que não vende é também indústria que não emprega. E o risco de desemprego vem quando já estamos cambaleando para recuperar tudo o que a economia perdeu recentemente.

Soma-se a isso o cenário difícil para as contas do país nesse ano, que enfrenta tantos riscos que, dos males, a estabilidade das eleições parece o menor.

Aloysio Nunes, ministro das Relações Exteriores do Brasil, concedeu uma entrevista sobre o assunto para a rádio CBN. Pareceu bastante otimista sobre uma solução. Em ums das estratégias propostas, sugeriu um diálogo direto com a Casa Branca. Quer enviar emissários para bater à porta do presidente americano e tentar reverter a situação para o Brasil (como se fosse simples assim).

O ministro parece bastante otimismo, ainda que sem muito no que apoiar tanto bom humor. Mas o voto de fé de nunes e basicamente o que temos para confiar no barco de guerra Brasil-Trump que começa a se desenhar.