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Cuba se despede do governo Castro. O que esperar de Miguel Díaz?

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Crédito: Irene Pérez / Cubadebate, via Fotos Públicas
Crédito: Irene Pérez / Cubadebate, via Fotos Públicas

Tem um nome diferente na sede do governo cubano. Lá por Havana, pela primeira vez em quase 60 anos, não se houve o nome Castro ao falar-se de liderança.

Raúl, que sucedeu seu irmão Fidel no comando do país até o dia 19 de abril, cedeu lugar a Miguel Díaz-Canel, de 58 anos. Não é da família Castro, mas lhes é familiar.

A saída do clã do poder, porém, tem efeito muito mais simbólico do que prático.

Preferido de Raúl na sucessão, foi aprovado quase que unanimemente pelos deputados da Assembleia Nacional, que elegem o líder.

Em seu primeiro discurso, prometeu “continuidade”, mostrando-se uma extensão de seu mentor.

Em termos de política internacional, deu em poucos dias a letra: vai continuar mantendo laços com os mesmos parceiros de sempre.

Já recebeu a visita do presidente venezuelano, Nicolas Maduro, no Palácio da Revolução, e falou por telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

O engenheiro também já é conhecedor dos bastidores do governo, uma vez que desde 2013 era o primeiro vice-presidente de Cuba.

Tem proximidade com os cubanos apoiadores dos Castro, uma vez que recebeu o crivo de Raúl. Perde pontos por não ter lutado na revolução. Seu primeiro passo em direção à carreira política foi em 1987, quando tornou-se dirigente da União de Jovens Comunistas.

Passou despercebido pelo Twitter do presidente americano, Donald Trump, que não costuma perder oportunidade de comentar movimentos relevantes em países com os quais não simpatiza. Talvez, um bom sinal.