POLÍTICA

O que esperar de Eduardo Guardia, novo ministro da Fazenda

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Conhecido do mercado, novo ministro substitui Meirelles, que busca uma chance de concorrer ao Planalto

Imagem: Wilson Dias/Agência Brasil, via Fotos Públicas
Imagem: Wilson Dias/Agência Brasil, via Fotos Públicas

A segunda-feira, dia 9 de abril, marcou o primeiro dia útil de Eduardo Guardia como novo Ministro da Fazenda. Num cargo com dias contados, dada a proximidade com a eleição presidencial, ele agora tem a missão de substituir Henrique Meirelles, que renunciou à pasta na expectativa de candidatar-se ao Planalto.

Guardia pegou um pepino e assume a área que o presidente Michel Temer elegeu como bandeira. Com a probabilidade de passar apenas alguns poucos meses no cargo, o paulistano de 52 anos não terá tempo, porém, de deixar sua marca na economia.

A boa notícia é que também não deve vir muita mudança brusca no estilo de gestão, algo pouco desejável num ano já crítico. Afinal, Guardia entrou no governo pouco tempo depois de Meirelles e era o número 2 da pasta, servia como secretário executivo.

Também é nome próximo do mercado financeiro. Trabalhou na bolsa de valores até junho de 2016. Era diretor-executivo de produtos e deixou o posto para ir para o ministério. O mercado, é claro, gosta de ter caras conhecidas pelo governo.

Na agenda de desafios do novo ministro, a lista é grande. Fazer fechar as contas do governo é a tarefa mais difícil, especialmente em ano eleitoral. Já enfrentou missões tão difíceis quanto esta, uma vez que também já foi secretário do Tesouro Nacional (entre maio e dezembro de 2002).

Conhecido no setor público, o Dr. em Economia pelo Instituto de Pesquisas Econômicas da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo FIPE/USP também já foi do conselho de administração da Caixa Econômica Federal.

O nome era aguardado pelo mercado, mas ainda é cedo para medir a recepção. A bolsa caiu 1,78% no primeiro pregão com o novo ministro anunciado, mas o dia foi também o primeiro com o ex-presidente Lula preso, além de uma série de fatores externos pesarem sobre o índice. Por seu perfil, porém, tudo indica que Guardia agradará investidores em seus prováveis poucos meses de mandato.