POLÍTICA

Quem é o presidenciável que quer acabar com o Ministério da Fazenda

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Pré-candidato pelo PSC propõe uma solução polêmica para uma pasta que, segundo ele, só “fala abobrinha”

Paulo Rabello de Castro toma posse na presidência do BNDES- Fernando Frazão/Agênci Brasil
Paulo Rabello de Castro toma posse na presidência do BNDES- Fernando Frazão/Agênci Brasil

Com a lista de pré-candidatos para disputar a presidência na eleição de outubro um pouco mais clara e fechada, começam a aparecer opiniões bastante diversas sobre as soluções econômicas para o país. Afinal, economia parece a menina dos olhos de 90% dos presidenciáveis.

Um deles deu uma entrevista bastante dura para criticar o Ministério da Fazendo e sugeriu algo polêmico: acabar de vez com a pasta.

A sugestão vem de Paulo Rabello de Castro, pré-candidato pelo Partido Social Cristão (PSC), em declarações a O Estado de S. Paulo.

O presidenciável foi incisivo em suas declarações. Disse que “o ministro da Fazenda senta na cabeceira das mesas de negociação apenas para falar abobrinha” e que “"só tem hoje uma função, que é meter a mão no bolso do contribuinte".

Sua sugestão é de que o trabalho da pasta passe a ser do Tesouro Nacional, que passaria a se chamar Secretaria Nacional do Tesouro.

Rabello é bastante conhecido do mercado. Deixou o comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no início de abril para tentar uma vaga na corrida presidencial.

Na ocasião, deu o tom de sua futura campanha ao fazer críticas à equipe econômica do governo do presidente Michel Temer. Em meio a questionamentos sobre a função do BNDES, alvo de críticas por fomentar o negócio de grandes conglomerados, também defendeu o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que concede empréstimos subsidiados.

Em meio à enxurrada de operações da Polícia Federal brasileira, Rabello não escapou. Em fevereiro desse ano, foi um dos alvos da operação Pausare, que buscava esclarecer atuação de uma organização criminosa especializada no desvio de recursos do Postalis, o fundo de pensão dos funcionários dos Correios.

O estilo incisivo também ficou claro durante seu comando no BNDES. Ainda no posto, comprou briga com a JBS. Com o BNDES como acionista da empresa dos irmãos Batista, defendeu publicamente que Wesley Batista fosse afastado do dia a dia da JBS, assim como seu irmão Joesley foi do conselho após o estouro das delações.

É ativo no Twitter. Pela rede, já comentou antes sobre sua vontade de cortar gastos do governo reduzindo o número de ministérios.

Mas será que a ideia de extinguir um dos principais ministérios seria o suficiente por apoio e votos? Pelo visto, Rabello terá que ir mais longe se quiser convencer alguém de sua proposta.