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4 lições sobre investimentos que o Carnaval ensina

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De planejamento a diversificação, escolas de samba e blocos de rua têm muito a dizer sobre como cuidar de dinheiro

4 lições sobre investimentos que o Carnaval ensina

Beija-flor desfila no Carnaval 2018 - Gabriel Monteiro / Riotur, via Fotos Públicas

Existe muito trabalho por trás da festa de quatro dias que vemos nas ruas e avenidas do Brasil. São equipes que aplicam durante todo o ano muito foco, fôlego e disposição num objetivo comum, o Carnaval.

E é exatamente esse comportamento que pode ensinar muito para o investidor que existe em cada um de nós. Se é para sua vida financeira dar samba, vale a pena aprender essas quatro lições:

1) Planejamento é fundamental

O Carnaval terminou agora mas a semana ainda é de festa para as escolas de samba brasileiras – especialmente para a campeã paulistana Acadêmicos do Tatuapé e carioca Beija-Flor de Nilópolis. Deve seguir assim até o próximo final de semana. Mas pode ter certeza de que na segunda-feira, todas as agremiações vão fazer a mesma coisa: começar a pensar no Carnaval 2019.

É bastante comum que as escolas de samba passem o ano inteiro se preparando para quatro dias de festa. Afinal, são muitas coisas envolvidas. Tem fantasias, custos, samba-enredo.... E para chegar com tudo certo na festa, só pensando nos detalhes com antecedência.

Como aplicar a lição:

Planejamento é a chave para escolher os melhores investimentos. Definir os percentuais que serão aplicados em produtos de renda fixa e menor risco, ou renda variável com maior risco, depende de alguns critérios fundamentais como prazo para a aplicação. Alguém que vai precisar do dinheiro investido em cinco anos, por exemplo, tem menos espaço para arriscar nas aplicações do que alguém que quer sacar sua rentabilidade dentro de dez anos.

Além disso, objetivos específicos também são pontos fundamentais a se considerar na hora de escolher a melhor aplicação. Está pensando em comprar um carro dentro de dois anos ou um apartamento em cinco? O planejamento é o que vai ajudar a alcançar essas metas.

4 lições sobre investimentos que o Carnaval ensina

Acadêmicos do Tatuapé desfila no Carnaval 2018 - Divulgação Liga SP

2) Estude o desconhecido sempre

A Beija-Flor de Nilópolis foi campeã do Carnaval 2018 com um enredo que usou a história de Frankenstein para criticar a corrupção, violência, intolerância e outras mazelas do Brasil. Já em São Paulo, a Acadêmicos do Tatuapé homenageou o Maranhão. Um tema não tem nada a ver com o outro e os carnavalescos têm que lidar com isso todos os anos.

Gerenciar essa variedade de assuntos que a mente dos sambistas é capaz de criar só tem um jeito, que é estudar muito e a fundo cada um dos temas. Não é possível ser uma enciclopédia, então se é para se aprofundar em algo, os carnavalescos leem, viajam, conversam e entrevistam. Além de buscar ajuda de quem entende, é claro.

Como aplicar a lição:

Não invista em algo que não saiba o que é. Se alguma aplicação parece interessante, estude a fundo o que ela significa, os riscos envolvidos e a rentabilidade possível.

3) Emergências acontecem

Desfile de Carnaval é um momento no qual tudo pode acontecer: carro alegórico quebra, fantasia descola, destaque se atrasa. O que define o tamanho do problema, na verdade, é como as escolas se preparam para lidar com essas situações.

Como aplicar a lição:

Estar preparado para emergências é fundamental. Não adianta nada ter uma super carteira de investimentos em algum produto no qual não haja liquidez (seja fácil sacar os rendimentos a qualquer momento).

Antes de começar a aplicar, é preciso fazer uma reserva de emergência para cobrir gastos por alguns meses caso emergências apareçam. Também é importante considerar em aplicar parte do dinheiro em ativos com boa liquidez, como Tesouro Direto.

4) Diversificar é preciso

A última lição não vem das escolas de samba, mas do Carnaval de rua. Quer frevo? Vá para Olinda. Se amarra num axé? Considere a folia baiana. Em cidades como São Paulo, até bloco com música pop existe.

Carnaval faz sucesso por isso, tem opção para todos os gostos (e até para gosto nenhum).

Como aplicar a lição:

Uma das regras de ouro do investimento é dividir bem entre diferentes aplicações. Primeiro é preciso considerar qual percentual será dirigido para renda fixa ou para a variável (não há regra para isso, já que depende do perfil e habilidade de cada investidor).

Uma vez definida essa parte, o investidor precisa escolher ativos diferentes. Um exemplo: na renda fixa, vale a pena considerar uma cesta que inclua CDBs, Tesouro Direto e outros ativos, mesmo que um deles ganhe no quesito rentabilidade do outro.

A ideia de diversificar é diminuir assim o risco, já que geralmente, enquanto alguns produtos vão mal, outros podem ter bons resultados, já que estão sujeitos a diferentes fatores.