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6 eventos que vão mexer com o mercado em abril

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Aqui estão as principais notícias para ficar de olho neste mês, especialmente se você for um investidor

6 eventos que vão mexer com o mercado em abril
Ao lado do presidente Michel Temer, o ministro Henrique Meirelles mostra o certificado de filiação ao MDB. Crédito: Filipe Cardoso, Fotos Públicas

Abril parece ser um mês movido a expectativas: de definição sobre a vida do presidente Michel Temer, do ex-presidente Lula, do novo ministro da Fazenda, e por aí vai. O noticiário político se destaca, num mês que será um dos poucos de 2018 sem uma reunião do Copom, do Banco Central, para definir juros.

Confira seis notícias para ficar atento na hora de acompanhar o sobe e desce do mercado durante este mês:

De olho no novo ministro da Fazenda

Henrique Meirelles, que em algum momento chegou a ser a boia salva-vidas do presidente Michel Temer, agora pegou seu próprio bote e abandonou o barco do governo. Rumo à corrida presidencial, se filiou ao (P)MDB e disse que fica no Ministério da Fazenda até o dia 6 de abril. O mercado agora aguarda atento a escolha de um novo nome para ocupar a pasta e a aprovação ou não do escolhido para um cargo destes costuma vir em forma de oscilações na bolsa. Além disso, ainda há dúvidas se Meirelles terá força no partido para candidatar-se sozinho, ou se vai acabar como vice na chapa de Temer.

Presidente sob a mira

A essa altura do campeonato e com o anúncio de que pretende disputar o Planalto em outubro feito, o presidente Michel Temer enfrenta o risco de uma nova denúncia. Dessa vez, a fonte de preocupação do planalto é a operação que investigou o decreto dos portos e a suposta concessão de benefícios pelo presidente à empresa Rodrimar.

O STF e Lula

O Supremo Tribunal Federal (STF) julga no dia 4 de abril o habeas corpus pedido pelo ex-presidente Lula. Num cenário de ano eleitoral e indefinições sobre candidaturas, o resultado (que além de tudo, exalta ânimos de todos os lados) gera tensões também no mercado.

A guerra comercial de Trump

A taxação sobre o aço de outros países foi só o começo de uma batalha econômica que tem um alvo cada vez mais claro. Após isentar vários países da polêmica e preocupante medida, ficou evidente que o presidente americano, Donald Trump, não está nesse mundo com a missão de fazer amizade com chineses. Ele já sofre retaliações da China, que registrou suas ações na Organização Mundial do Comércio (OMC), numa espécie de formalização da queixa. O movimento é uma consequência clara do protecionismo de Trump, já apontado como um dos principais riscos para a economia global em 2018.

Embraer livre de ação coletiva

Saindo do noticiário político e entrando no corporativo, uma boa notícia se destaca para uma empresa relevante no mercado. Embora ainda caiba recurso, a Embraer informou que o juiz Richard M. Berman, da justiça de Nova York, extinguiu uma ação coletiva aberta por investidores nos Estados Unidos, que reclamavam perdas com papéis da empresa após declarações enganosas. O processo foi aberto após a empresa se ver envolta em um escândalo de corrupção internacional.

Os rumos da administração da BRF

A BRF teve um mês agitado em março. Principalmente pela deflagração da Operação Trapaça, um desdobramento da Carne Fraca. Mas também pelas discussões internas e atritos com Abilio Diniz no Conselho de Administração. Segundo o Valor Econômico, um acordo se aproxima e o empresário pode renunciar à presidência do conselho no dia 5 deste mês.