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7 dados econômicos que mostram que precisamos mais que só um Dia das Mulheres

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Na economia e nas finanças, tanto desigualdades quanto resultados melhores comprovam como o potencial feminino é desperdiçado por machismo

7 dados econômicos que mostram que precisamos mais que só um Dia das Mulheres
Imagem: Unsplash

Todo ano é a mesma coisa: o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março chega, e o que poderia ser transformado numa ótima discussão sobre desigualdade de gênero vira uma data para entregar flores e chocolate.

Presentes não vão mudar uma realidade que se reflete, inclusive, na economia e finanças.

Uma série de estudos brasileiros e globais comprovam não só que as mulheres sofrem muita discriminação e machismo no mercado de trabalho, como têm seu potencial negligenciado por diversos setores. Confira alguns deles:

Mulheres passam mais tempo procurando emprego

Quando o desemprego bate à porta, as mulheres demoram mais que os homens para conseguirem recolocação no mercado de trabalho. Segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) divulgada em janeiro, são 15,25 meses de busca entre elas, enquanto fica em 12,43 meses para eles. A dificuldade de sair para buscar emprego por acumularem tarefas é apenas um dos motivos que pode ajudar a explicar a diferença.

Com mulheres, lucra-se mais

A consultoria internacional McKinsey divulgou em janeiro um dado bastante animador: as grandes empresas globais com mulheres em altos cargos de liderança aumentam seu potencial de desempenho em 21%. Segundo o estudo, é uma questão de ter pontos de vista diversos. Quando consideradas outras questões de diversidade em cargos de liderança, as chances aumentam ainda mais, para 33%. Está na hora do mundo corporativo ouvir os números (e as mulheres).

Mulheres ganham menos em quase todo o Brasil

A edição mais recente da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho, mostrou neste ano que em quase todo o Brasil as mulheres ganham menos que os homens, mesmo tendo mais estudos (elas são maioria entre os trabalhadores com ensino superior completo no país, representando 59% dos 9,8 milhões profissionais com vínculo empregatício ativo em 2016). A exceção fica com o Distrito Federal, único lugar do Brasil onde a média salarial das mulheres é de R$ 5.261,80, 1,26% mais do que os homens.

Mulheres ganham menos em todas as áreas e níveis no Brasil

Um estudo recente do site de busca de empregos Catho apontou as mulheres ganham em média 53% menos que os homens, considerando em todos os cargos, setores e níveis de escolaridade. Também são minoria em cargos de gestão, o que explica em parte a média ser puxada para baixo.

Mulheres têm menor renda em quase todo o mundo

Segundo dados do Fórum Econômico Mundial divulgados em novembro de 2017, a desigualdade entre gêneros voltou a crescer ao redor do global. Se selecionamos apenas o dado de paridade econômica (que considera basicamente a diferença de renda entre homens e mulheres), a igualdade só viria daqui a 217 anos.

Mulheres investem melhor

A gestora de investimentos americana Fidelity divulgou uma pesquisa no final do ano passado que mostrou que as mulheres conseguem retornos 0,4% superiores aos investimentos feitos por homens em suas carteiras, o que pode significar um grande volume financeiro no longo prazo. Elas traçam objetivos com mais calma e tem estratégias mais eficientes sobre como chegar lá.

Mulheres trabalham muito mais horas que homens

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada pelo IBGE, mostrou em sua edição mais recente que as mulheres trabalham, em média, 7,5 horas a mais que homens por semana. Detalhe: o estudo não considera nessa média o trabalho doméstico, que é feito pelas mulheres na maior parte dos casos, segundo o instituto.