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A Clarinha ensina crianças a conviverem com o diabetes (e seus vídeos são ótimos

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Se você conhece uma criança com diabetes, precisa ouvir agora o que essa blogueirinha tem para dizer

A Clarinha ensina crianças a conviverem com o diabetes (e seus vídeos são ótimos

(Imagem: Unsplash)

Conviver com diabetes nem sempre é fácil. A rotina precisa de adaptações e a alimentação também muda bastante e, em qualquer idade, mudanças de hábitos são difíceis. 

Agora imagine então como é para uma criança...

O tipo de diabetes mais comum entre os pequenos é o DM1, que é crônico. Se diagnosticado logo, é possível adaptar a rotina e ter uma vida completa como qualquer criança merece.

Mas explicar essas mudanças pode ser um desafio grande para os pais. Além de não falar a mesma língua que as crianças, eles nem imaginam como é estar exposto a uma publicidade ostensiva de grandes empresas e da influência dos colegas na escola.

Mas existe uma menina na internet que é a maior bloguerinha que você respeita. A Maria Clara tem 11 anos, descobriu ser diabética com seis anos, e hoje ajuda crianças como ela com vídeos incríveis.

Ela fala a mesma língua de seu público. É engraçada, desenvolta e não foge de assunto nenhum. Em um de seus melhores vídeos, manda a real sobre as perguntas que mais irritam uma criança com diabetes:

Mas em vários outros ela dá dicas práticas: ensina como funciona sua bomba, dá receitas, fala sobre como se preparar para dormir na casa dos amiguinhos e aborda até o bullying que crianças com diabetes podem sofrer.

De vez em quando, ela aparece sozinha. Às vezes, com suas amigas Sarah e Catarina. Mas sempre com uma lição valiosa.

Os vídeos da Clarinha não são bons só para os pequenos. Quem tem uma criança na família ou trabalha com o público infantil, como professores, pode tirar lições valiosas dali.

A maior dificuldade que os pequenos enfrentam ao descobrir a doença crônica é justamente a falta de apoio e preparo dos adultos ao redor. O nome diabetes assusta e é normal que a primeira reação seja tirar todos os doces e enfiar as crianças numa bolha de proteção que basicamente as impede de conviver com os amiguinhos que não têm a condição.

Mas nada disso é necessário. Até doce a maior parte das crianças pode comer, desde que o médico instrua sobre os limites e sobre o controle da glicemia. Por isso, o melhor a fazer é buscar apoio e informação e comprar a ideia de mudança de hábito. A família inteira pode mudar de comportamento junto e tornar a casa um lugar seguro para a criança diabética.

Os vídeos da Clarinha são uma sugestão. Mas também existem muitas associações especializadas no assunto, como a ADJ (Associação do Diabetes Juvenil) ou a ADI (Associação de Diabetes Infantil).

Estas instituições promovem cursos para adultos aprenderem a lidar com crianças diabéticas. Pais, tios, professores e profissionais da saúde podem encontrar informações nestes lugares.

Já para os pequenos, várias instituições no Brasil promovem rodas de conversa e até acampamentos para crianças e adolescentes diabéticos. Neles é possível aprender dicas práticas para tornar o dia a dia mais fácil e também conhecer outros pequenos que passam pela mesma situação.