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Acredite: a desigualdade de gênero aumentou no mundo

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O ano é 2017. Mas se você é mulher, definitivamente não parece

Acredite: a desigualdade de gênero aumentou no mundo

O Fórum Econômico Mundial divulgou nesta quinta (02/11) números que comprovam uma situação que muitas mulheres já conhecem bem de perto: a desigualdade entre gêneros voltou a crescer.

A instituição divulga anualmente uma pesquisa bastante completa sobre esse cenário. Na edição divulgada nesta quinta, 144 países e a situação das mulheres em cada um deles foram pesquisados a fundo.

Os avanços vinham acontecendo ano a ano, mas o relatório de 2017 trouxe uma informação bastante surpreendente: não só a desigualdade de gênero não diminuiu nem um pouco no índice total, como ainda aumentou.

Segundo os cálculos do fórum, se tudo continuasse no ritmo que está hoje, o mundo levaria cem anos para eliminar as diferenças entre homens e mulheres. Na edição do ano passado, esse período era estimado em 83 anos. É importante ressaltar um detalhe sobre esse tema. O primeiro relatório foi feito em 2006 e, para a comparação ser justa, este tópico específico considera 106 países apenas, que fazem parte da pesquisa desde o começo dela.

Agora um outro detalhe: estes dados são o panorama geral. Quando selecionamos alguns indicadores específicos, os dados são ainda mais desanimadores. No caso de paridade econômica (que considera basicamente a diferença de renda entre homens e mulheres), a igualdade só viria daqui a 217 anos. Só para que fique claro: duzentos e dezessete anos.

O relatório tem uma boa notícia, porém, que merece destaque. A diferença de gêneros no quesito educação, como as coisas estão hoje, levaria 13 anos para acabar. Ainda que fosse um ano, seria muito. Mas comparando com outros quesitos, dá para começar a comemorar...

E o Brasil com isso?

Não amigas e amigos. Não fizemos bonito...

Dentre os 144 países pesquisados, o Brasil ficou em 90º lugar. Quando a pesquisa começou lá em 2006, aparecíamos na 67ª posição. É o retrocesso em números.

Nosso pior resultado foi no quesito empoderamento político. Num ano em que vemos o país numa situação bastante enroscada nessa questão de maneira geral, ficamos em 110º lugar. Coincidência?

A boa notícia, se é que se pode chamar assim, é que nos quesitos saúde e educação, o Fórum Econômico Mundial considerou que homens e mulheres são tratados de maneira muito próxima no país. A questão é que isso não necessariamente significa que a coisa é boa para todo mundo.

Resumindo: o mundo tem muito o que fazer. O Brasil tem ainda mais...