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Como as startups de finanças podem melhorar nossa relação com o dinheiro

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Com ajuda da tecnologia, os empréstimos ficam mais baratos, os investimentos mais certeiros e os pequenos negócios conseguem mais sócios

Como as startups de finanças podem melhorar nossa relação com o dinheiro

Já tem alguns bons anos que não há dúvidas de que a tecnologia mudaria nossa relação com o dinheiro. O que ninguém conseguia prever com exatidão, porém, é como esse processo se daria e em que campos.

Os palpites sempre giraram em torno das formas de pagamento: não vamos usar mais papel-moeda, as criptomoedas tomarão conta do nosso dia a dia e o celular será a nova carteira são alguns dos palpites certeiros que começam a tomar forma.

Mas a tecnologia está indo além e mudando completamente a forma como nos relacionamos com dinheiro.

As "fintechs", como são chamadas as pequenas empresas que oferecem tecnologia a serviço das finanças, estão crescendo.

Você até deve conhecer alguma! Talvez sua versão mais disseminada seja a de cartões de crédito sem bancos e bancos online, que dispensam quase que completamente o serviço das agências físicas tradicionais e colocam sua vida financeira dentro de um aplicativo.

O formato é bastante conhecido pois a “bancarização” (jargão do mercado que se refere às pessoas que estão dentro do sistema bancário) é quase que requisito básico para viver na sociedade moderna.

Mas as fintechs estão se espalhando por muitos outros campos e oferecendo novas alternativas para melhorar nossa relação com dinheiro.

Um exemplo é que algumas dessas empresas conseguiram baratear o crédito. Fazer dívidas nunca é bom. Mas num momento de aperto, a alternativa é bastante válida.

Dois exemplos são a Geru e a Just. As empresas oferecem crédito pessoal com taxas que começam beirando os 2% ao mês via internet, em sites amigáveis e de fácil navegação.

Outro exemplo é o chamado “peer to peer lending”. O termo em inglês é equivalente a algo como “empréstimo de um para o outro”. Com sites assim, pequenos empreendedores podem buscar investidores para seus negócios. Já os investidores, pessoas físicas como eu e você, têm a chance de receber o pagamento com juros.

O investimento é bastante arriscado, uma vez que o empreendimento pode dar certo ou não. Acontece assim como quando um grande investidor coloca seu dinheiro numa empresa – muito risco em troca da chance de muito retorno.

A plataforma que mais se destaca nessa área é a norte-americana LendingClub. No Brasil, um exemplo para ficar de olho é a Biva, que afirma já ter concedido R$ 35 milhões para empreendedores.

Outra categoria que talvez tenha um apelo menor no dia a dia do pequeno investidor, mas também promete ser relevante, é a de empresas que usam algoritmos e softwares sofisticados para gerenciar a carteira de investimentos de qualquer pessoa. Tudo personalizado e 100% online (e está aí o grande apelo).

Alguns exemplos no Brasil são a Magnetis e a Monetus. Essas empresas têm aplicações mínimas infinitamente menores do que a demandada por grandes bancos de investimentos a troco de uma gestão tão profissional quanto.

Pelo jeito, a revolução financeira não vai parar apenas no pagamento pelo celular.