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Como economizar na compra do material escolar

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Pesquisa apontou grandes diferenças de preços nos itens básicos, mas planejamento ajuda a escapar das distorções

Como economizar na compra do material escolar

(Imagem: Pexels)

Todo início de ano é a mesma coisa: tanta conta chegando ao mesmo tempo que até quem se planejou e conseguiu guardar uma parte do décimo terceiro (aquele 1% de pessoas, basicamente), sofre.

É IPTU, IPVA, matrículas e até o que sobrou da viagem de férias batendo à porta, todas as contas juntinhas. Como se não bastasse, mães e pais de plantão ainda precisam encarar a compra do material escolar, que pesa muito no orçamento familiar.

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As listas das escolas costumam ser gigantes. Com o fato de que todo mundo está procurando a mesma coisa, ao mesmo tempo, claro que o varejo não perde tempo e joga os valores lá em cima. Isso causa uma série de distorções.

Uma nova pesquisa do Procon-SP apontou que a média de preços 136 itens comuns na lista de materiais ficou 9,25% mais alta neste ano em relação a 2017. Embora o estudo tenha sido feito em São Paulo, coloca em números o que já sentimos na prática.

Diante desse cenário, algumas dicas podem ajudar a reduzir pelo menos um pouquinho o peso dessa tarefa no bolso:

1) Pesquise muito

Outro ponto apontado pelo estudo é que um mesmo produto pode mais que dobrar de preço dependendo da loja consultada. O pior caso encontrado pelo Procon-SP foi de uma caneta esferográfica (Fine 062 –0,7mm – Faber Castell), que variou 260% entre a loja mais cara e mais barata!

Por isso, antes de começar a riscar itens da lista (com uma caneta usada, de preferência), a sugestão é pesquisar muito. Para economizar tempo, vale unir-se a outros pais, encarregar cada um de uma loja e combinar resultados depois.

2) Considere usar a internet

Hoje em dia, sites e aplicativos com cupons de desconto, cashback (um percentual do dinheiro da compra de volta) e com comparadores de preço abrangem todo tipo de produto. Essas ofertas podem reduzir bastante o custo total da lista.

3) Não leve as crianças

Se fizer as compras presencialmente, evite levar seus filhos. Acredite: eles vão escolher o caderno mais caro da loja só porque tem Ben 10 na capa. Claro que muitas crianças adoram esse momento da compra do material e acabam encarando isso como um incentivo para os estudos. Se for o caso de seus filhos, combine apenas um item para comprarem juntos.

4) Tente comprar no atacado

Outra boa dica é unir um grupo de pais e mães para fazer compras maiores, no atacado. É basicamente seguir a lógica dos clubes de compras, mas presencialmente.

5) Veja o que pode ser reaproveitado do ano anterior

E isso deve ser feito antes de qualquer coisa. As listas das escolas costumam ser bastante exageradas nas quantidades. Assim, vale a pena dar uma olhada no que sobrou intacto.

6) Identifique quais itens da lista são realmente necessários

O Procon-SP alerta que as escolas não podem exigir a aquisição de material de uso coletivo e higiene pessoal (materiais de escritório, de higiene ou limpeza, por exemplo). Isso é lei, segundo a instituição. Infelizmente, incluir esses itens é uma prática muito comum. Por isso, avalie o que a escola está pedindo antes de gastar (e reclame, por favor!).

7) Compre aos poucos

Acredite: seus filhos não vão usar dois pacotes de papel sulfite, quatro cadernos e 100 folhas de papel vegetal no primeiro dia de aula. Provavelmente, nem no primeiro mês. Busque o básico para começar o período e deixe o restante para comprar de março para frente, quando os preços tendem a estarem mais baixos por conta da menor demanda.