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No Carnaval, maioria dos foliões quer sexo no primeiro dia, mostra estudo

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Rede Sexlog mostra que pessoas tendem a se liberar de alguns conceitos durante a festa

No Carnaval, maioria dos foliões quer sexo no primeiro dia, mostra estudo

Cena de Sense8, com o “cluster” que não espera o Carnaval chegar pra ser - Murray Close / Netflix

Aparentemente, a música de Pabllo Vittar não surtiu muito efeito: os brasileiros e as brasileiras continuam esperando o Carnaval chegar pra ser...

Uma pesquisa feita pela Sexlog, uma rede de relacionamentos com foco em sexo casual e swing, destrinchou o comportamento das pessoas em relação ao sexo no Carnaval e revelou alguns aspectos bastante interessantes.

Diz o estudo, feito com 4.344 pessoas, que 85% dos foliões acham que a chance de rolar sexo no primeiro encontro fica mais provável durante a festa. Também apontou que 71% das pessoas não esperam encontrar um relacionamento de longo prazo durante os quatro dias de confete, serpentina e glitter (ainda que a maior parte ache que isso é possível). Além disso, 92% dizem que não querem só beijos quando conhecem alguém legal no Carnaval e esperam sexo com os novos crushs.

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Outro aspecto que dá para colocar na categoria “liberação de preconceitos” é que 34% das pessoas heterossexuais que responderam o questionário disseram que estão abertas a experimentar relações com pessoas do mesmo gênero durante o Carnaval.

É bom ressaltar que a pesquisa foi feita com usuários da rede e que a maior parte dos entrevistados são homens cisgêneros (64%), mas não há identificação sobre orientação sexual dos participantes do estudo.

Ainda assim, os números dão uma boa noção do que já vemos acontecer. Durante o Carnaval, as pessoas se livram de alguns preconceitos e apenas vão lá curtir. As mulheres não se preocupam com que os caras vão pensar se rolar uma noite daquelas depois do bloco. Já eles não estão preocupados em definir se as mulheres são para casar, para isso ou para aquilo, que é provavelmente o conceito mais esdrúxulo criado pelo machismo.

Por que então é tão difícil levar essa liberdade para além de fevereiro? Liberdade provavelmente é uma coisa que ainda assusta muita gente num ambiente que precisa urgentemente de uma mudança cultural.

Ponto para os foliões

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Outro aspecto muito animador revelado na pesquisa mostra que a galera se cuida. Sim, é festa, mas é também coisa séria.

Nesse aspecto, 88.4% dos entrevistados disseram que não fariam sexo sem camisinha no Carnaval. Está aí mais uma lição para levar dos blocos para a vida.