7 pessoas que podem chacoalhar o Brasil em 2018

7 pessoas que podem chacoalhar o Brasil em 2018

Quem são os personagens secundários capazes de roubar a cena neste ano e virar a política pelo avesso

Sentido! Mourão indicará o humor da caserna (Foto: Cb Michael Lencina/Divulgação/3ºBSUP)

A temporada 2018 do Games of Thrones Brasil está em seus minutos iniciais, e a expectativa pelo seu desfecho crescerá a cada dia. Mas esqueça seus personagens principais, como Luiz Inácio Lula da Silva, Jair Bolsonaro, Michel Temer, Sérgio Moro e Gilmar Mendes. Todo fã de séries sabe que cada recomeço promete reviravoltas: personagens secundários ganham destaque; medalhões saem de cena; surpresas fazem o coração disparar. Por isso, eis sete personagens secundários que podem roubar a cena e chacoalhar o país nos próximos meses:

Dias Toffoli

Indicado por Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro assumirá a presidência do STF em setembro, no lugar de Cármen Lúcia. Estará, portanto, numa posição estratégica na reta final da eleição que definirá o sucessor de Michel Temer. Se Lula realmente transformar a campanha num cavalo de batalha após uma provável condenação em segunda instância, sustentando-se na corrida à base de liminares, Toffoli será decisivo para o destino do petista, das eleições – e do Brasil.

Luiz Fux

Entre fevereiro e agosto, o ministro do STF presidirá o TSE, sucedendo Gilmar Mendes. Será, portanto, o responsável por planejar boa parte da eleição deste ano, e isso não se restringirá apenas à parte prática do pleito, como administrar urnas eletrônicas e convocar mesários. Fux estará no comando do tribunal justamente no lançamento das campanhas.Caberá a ele, portanto, liderar decisões importantes, como a da eventual impugnação de uma chapa encabeçada por Lula, caso o petista se torne inelegível pela Lei da Ficha Limpa, após uma condenação em segunda instância. Se o caso enrolar demais, sobrará para Rosa Weber, que assumirá o TSE em agosto e supervisionará a eleição.

Luciano Huck

O empresário e apresentador global já publicou um longo artigo na Folha de S.Paulo, no fim de novembro, negando enfaticamente a intenção de se candidatar à presidência. Mas, sabe como é, né? “Água mole em pedra dura...” o fato é que o PPS não desistiu de convencê-lo a entrar no jogo. Além disso, curiosamente,Huck pediu aos institutos de pesquisa que mantenham seu nome nas sondagens. E já teria dito a amigos que a decisão não é definitiva. Se nenhum nome de centro se viabilizar, pode voltar ao páreo.

Carlos Marun

Conhecido pela sua dancinha para comemorar o arquivamento, pela Câmara, das denúncias contra Michel Temer e aliado incondicional de Eduardo Cunha, o atual ministro responsável pela articulação política do governo só terá uma missão concreta neste ano. Não... não é aprovar as reformas da previdência e tributária, embora jure que sim. A verdadeira tarefa de Marun será passar o semipresidencialismo idealizado por Gilmar Mendes e apoiado por Temer. Seja para vigorar já em 2018 – se houver chances reais de Lula ou alguém da oposição vencer – seja para 2022. E só.

Geddel Vieira Lima

Amigo íntimo de Temer e integrante do núcleo duro do governo, nos tempos de liberdade, Geddel é o homem-bomba de quem a Lava Jato espera uma delação capaz de revelar o lado sombrio do presidente. Acossado pelos R$ 51 milhões descobertos num apartamento que usava como bunker em Salvador, pelo cerco ao seu irmão Lúcio Vieira Lima e à sua mãe, Marluce, o ex-ministro sabe de muita coisa. E todos sabem que ele sabe.

Carlos Zucolotto

O advogado está para Sérgio Moro, assim como o ex-procurador Marcello Miller está para Rodrigo Janot. Ou seja: um grande e incômodo constrangimento. Em depoimento à CPMI da JBS, o ex-advogado da Odebrecht Tacla Durán acusou Zucolotto de negociar propina em troca do abrandamento de penas à empreiteira na Lava Jato. Para comprovar o que disse, apresentou uma troca de mensagens em que aparece um intrigante “DD”, que alguns afirmam ser o procurador Deltan Dalagnoll, um dos principais nomes da operação. Além de tudo, Zucolotto é padrinho de casamento de Sérgio Moro e ex-sócio da esposa do juiz num escritório de advocacia. Já imaginou se a história for comprovada?

Antonio Hamilton Mourão

O general ficou famoso ao sugerir, duas vezes no ano passado, a necessidade de uma intervenção militar, caso os políticos não consigam estabilizar o Brasil. Na primeira vez, o governo Temer se fingiu de morto. Na segunda, Mourão foi repreendido. Neste ano, o militar deve ir para a reserva. Sua aspiração seria assumir a presidência do Clube Militar em maio. O clube, em si, não comanda tropa alguma, mas é um grande palanque para o pensamento da caserna. Se for, efetivamente, eleito, Mourão provará que não fala para as paredes, quando se refere a um eventual golpe.

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