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Automação pode acabar com 800 milhões de empregos até 2030

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Estudo prevê aumento da desigualdade, envelhecimento da força (humana) de trabalho e instabilidade política em todo o mundo

Automação pode acabar com 800 milhões de empregos até 2030

(Foto: Creative Commons)

A inteligência artificial e a robótica vão criar uma legião de desempregados como jamais se viu na história. A conclusão é do McKinsey Global Institute, que prevê o corte de 800 milhões de postos de trabalho no mundo até 2030, por causa da tecnologia.

O impacto será tão forte quanto o da Revolução Industrial sobre a agricultura, aponta o estudo, que levou em conta mais de 800 tipos diferentes de ocupação em 46 países. Só nos Estados Unidos, país que mais deve sofrer com a transição, um terço da força de trabalho deve ser ocupada por máquinas, totalizando 73 milhões de humanos substituídos por robôs nos próximos 13 anos.

São três os efeitos esperados no mundo: aumento da desigualdade, pois os cargos de chefia e que envolvem criatividade tendem a ficar mais importantes, enquanto os serviços manuais sumirão; mercado ocupado por gente mais velha (com a experiência sendo valorizada em detrimento da força física) e instabilidade política generalizada.

Desde os anos 80, muito se fala sobre máquinas substituindo homens no trabalho, mas o que se viu até aqui não tem comparação com o esperado para as próximas décadas e o potencial devastador da inteligência artificial. Para se ter ideia, nos últimos 35 anos, o saldo entre empregos perdidos e vagas criadas por causa da computação é positivo em 18,5 milhões. Ou seja: até hoje as máquinas mais criaram do que destruíram ocupações.

E qual é a saída para se manter útil no mercado de trabalho frente à ameaça robótica? Poucas áreas devem passar incólume, mas a que deve ser menos afetada é a da saúde, segundo a pesquisa. Isso porque médicos, hospitais e governo têm um grande desafio pela frente: descobrir como lidar com uma população cada vez mais idosa.