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Cientistas criam nanorrobôs injetáveis para tratar câncer

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Médicos poderão colocar esses pequenos seres eletrônicos no corpo humano e comandá-los por controle remoto para matar doenças

Cientistas criam nanorrobôs injetáveis para tratar câncer

(Imagem: Wikimedia Commons)

Lembra daquele filme Viagem Insólita? Nele, o personagem de Dennis Quaid aceita participar de um experimento científico, é encolhido ao tamanho de uma célula e acaba sendo injetado, sem querer, no corpo de um cara bem maluco. Sempre fiquei pensando em como seria se isso fosse verdade, e um ser humano microscópico pudesse entrar em outra pessoa e curá-la de uma doença. Pois não é que parte disso pode virar realidade?

Cientistas da Universidade de Hong Kong, na China, e também de Manchester, na Inglaterra, conseguiram criar nanorrobôs de controle remoto, movimentados por meio de campos magnéticos. Eles podem ser injetados num corpo vivo para ajudar médicos a diagnosticar (sem biópsia) e combater doenças por dentro, carregando remédios até o local exato de um câncer, por exemplo. Isso diminuiria a necessidade de quimioterapia.

Esses robôs minúsculos são biodegradáveis e feitos a partir da alga spirulina, um suplemento dietético bastante comum. Fluorescente, o material aparece em exames de imagem. Os engenheiros modificaram a estrutura biológica desse componente, incluindo uma camada magnética, de modo que seja possível para o doutor controlar e rastrear o intruso em sua viagem por dentro do corpo humano.

De acordo com os envolvidos na pesquisa, a novidade teve ótimos resultados nos testes com ratos, mas ainda precisa melhorar em termos de biocompatibilidade, rastreamento e efeitos terapêuticos antes dos experimentos clínicos em corpos humanos. Mas eles já conseguem ter certeza de que os nanorrobôs chegam a cavidades difíceis de se alcançar em outros procedimentos. Ou seja, a injeção dessas pequenas máquinas seria um processo minimamente invasivo.