TECNOLOGIA

Como será a “cidade do futuro” que o Google quer construir no Canadá

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Companhia pretende investir US$ 50 mi e transformar parte de Toronto no lugar ideal para implantar suas ideias high tech, como ruas cheias de sensores para carros autônomos

Como será a “cidade do futuro” que o Google quer construir no Canadá

(Imagem: Sidewalk Labs)

O mais recente dos sonhos megalomaníacos do Google é construir uma cidade inteira, do zero, colocando um monte de ferramentas de tecnologia que ajudariam as pessoas a se locomover melhor e viver em espaços mais bem planejados, com custo de moradia baixo.

Bem, tudo isso parece ambicioso demais. Então a companhia quer começar reformando um pedaço enorme de Toronto, no Canadá - espaço que serviria como uma caixa de areia para suas ideias. A brincadeira, para começo de conversa, não vai custar menos do que US$ 50 milhões só no projeto, apelidado de Sidewalk Toronto.

O ponto exato é Quayside, próximo ao Lago Ontário, no sudoeste da cidade. É uma zona de 325 hectares que tem passado por várias obras de revitalização nos últimos 15 anos, por isso o Google acredita se tratar do lugar perfeito para os experimentos. E quais são eles? Vamos lá:

São três os pilares de desenvolvimento, usando o que de melhor houver de tecnologia à disposição: geração de energia, barateamento das casas e transporte, tudo isso com o design mais avançado possível. Meio genérico, né? Assim como o vídeo abaixo:

Sim, por enquanto o Google está apenas tateando, ouvindo especialistas e cidadãos locais (estudos que já renderam um documento de quase 200 páginas). Um dos objetivos, por exemplo, é encher a cidade de sensores para melhorar o comportamento dos carros autônomos. E, a partir disso, pensar numa forma de integrar todos os sistemas de transporte.

A companhia já tem um contrato assinado com a cidade de Toronto, mas o risco está totalmente em suas mãos. Se, ao final do projeto, as autoridades locais não gostarem das ideias, elas podem simplesmente jogar tudo no lixo.

O Google já ajudou a construir o mundo virtual como o conhecemos. Será que o futuro dos ambientes físicos também vai passar pelas mãos do gigante?