TECNOLOGIA

Controlar PCs com o pensamento? Microsoft acha que é o futuro

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Empresa registra patentes de tecnologia para comandar computador com a mente

Controlar PCs com o pensamento? Microsoft acha que é o futuro

(Imagem: Patentscope)

Já pensou não precisar encostar o dedo no mouse, na tela e nem mesmo dar um comando de voz para fazer qualquer coisa no computador ou smartphone? Você imaginou, a máquina fez. Maravilha, né? Não apenas para os preguiçosos, mas principalmente para pessoas com alguma deficiência física, que teriam acesso pleno e fácil aos recursos das máquinas.

Pois a Microsoft está pensando nisso e acabou de registrar uma porção de patentes que vão na direção do controle de programas usando apenas a atividade neurológica. Em teoria, o usuário colocaria uma bandana ou algo do tipo na cabeça, e o acessório leria o que seus neurônios estão fazendo. Depois os estímulos biológicos se transformariam em dados digitais, virando por fim comandos do cérebro para o computador.

A perspectiva parece futurologia barata e talvez seja mesmo. Afinal, muitas patentes são registradas justamente porque as companhias têm ideias extravagantes, mas não conseguem colocá-las em prática ainda, devido às limitações tecnológicas da época. Mas os documentos da Microsoft não são nada genéricos e batem em teclas palpáveis, quando se considera uma possível integração entre essas novidades e os equipamentos disponíveis hoje.

Um desses textos fala sobre a simples troca de um aplicativo para outro por meio da atividade neurológica (ou seja, como se seu cérebro estivesse dando um Alt + Tab virtual). Outra patente “cria” uma forma de fazer movimentos analógicos com a mente, como aumentar o volume do computador ou mexer o ponteiro do mouse.

Pode não significar nada? É claro que pode. Mas talvez essas sejam ideias que surgiram em brainstorms dentro da Microsoft, no desenvolvimento de tecnologias como Surface e HoloLens. De uma forma ou de outra, pensar que esse tipo de tecnologia pode estar disponível num futuro próximo é tanto assustador como empolgante para alguém que, quando criança, tinha de se levantar para apertar um botão e mudar o canal da TV.