TECNOLOGIA

Enxame de drones autônomos usa câmeras para voar em sincronia

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Pesquisadores colocam 12 naves não-tripuladas em formação - e sem depender de sistemas caros de captura de movimento ou GPS

Enxame de drones autônomos usa câmeras para voar em sincronia

(Imagem: YouTube/Universidade da Pensilvânia)

Você já deve ter visto drones se juntando para um espetáculo de luzes - no show da Lady Gaga no último Super Bowl (a final do futebol americano), ou mesmo na festa do filme Mulher Maravilha. Então o que pode haver de especial nesse pequeno enxame de 12 naves não-tripuladas voando de modo sincronizado? É que elas estão usando apenas câmeras para se coordenar, e não sistemas caros de captura de movimentos ou GPS.

Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, instalaram câmeras e pequenos sensores em uma dúzia de drones, de modo que eles pudessem enxergar uns aos outros. Então desenvolveram um programa para formar o enxame.

Cada um desses objetos voadores reporta sua posição para um computador, que processa as informações e manda de volta comandos sobre quais movimentos eles precisam fazer para entrar na formação desejada. Detalhe: quem decide o melhor desenho, de acordo com o ambiente, é o próprio sistema, sem interferência humana.

Essa máquina, portanto, funciona como um controlador de tráfego autônomo, que calcula o tempo todo maneiras de os drones voarem sincronizadamente, evitando que batam uns nos outros. Como não usa GPS, a tecnologia também pode ser usada em ambientes internos. Esse pode ser um passo rumo a usos muito sofisticados dos drones.

A primeira coisa que vem à nossa mente é a utilização dessa tecnologia por militares. E, sim, os exércitos das grandes potências do mundo já estão bem avançados nos testes desses enxames. Mas eles também podem servir para buscar pessoas desaparecidas (ou navios, ou aeronaves), em missões de resgate, na distribuição de suprimentos em locais afetados por tragédias e no que mais a imaginação permitir.