TECNOLOGIA

Inteligência artificial será importante como a eletricidade e o fogo?

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O chefão do Google, Sundar Pichai, acredita que sim. Para ele, a novidade pode nos ajudar a resolver problemas como as mudanças climáticas e o câncer

Inteligência artificial será importante como a eletricidade e o fogo?

(Foto: Creative Commons)

A inteligência artificial é uma das coisas mais importantes nas quais a humanidade está trabalhando agora. Quem afirma isso é o CEO do Google, Sundar Pichai, num evento de TV filmado pela MSNBC. O programa só vai ao ar na sexta-feira, mas já está fazendo barulho, e não é para menos - no material de divulgação, o executivo afirmou que a tecnologia “é algo mais profundo do que a eletricidade ou o fogo”.

Nessa comparação, o executivo explicou que a humanidade precisa aprender logo a controlar os pontos negativos da inteligência artificial, superar seus perigos, assim como fez com o fogo em gerações passadas. Quando conseguirmos atingir esse patamar, explica Pichai, poderemos usar essa tecnologia para pesquisas importantes que auxiliarão na busca pela cura do câncer ou na solução para as mudanças climáticas.

Como ainda não pudemos assistir ao programa na íntegra, não dá para compreender o contexto no qual o CEO deu essa declaração tão forte. Mas o trecho é suficiente para percebermos que ele se posiciona ao lado de Mark Zuckerberg, do Facebook, no apoio total ao desenvolvimento de inteligências artificiais.

Nem todos os figurões do mundo da tecnologia estão remando para o mesmo lado. Elon Musk, da Tesla, e Bill Gates, fundador da Microsoft, já deram algumas entrevistas expressando sua preocupação com robôs tirando empregos de seres humanos ou, pior, tomando atitudes violentas contra nossa raça num futuro próximo.

O co-fundador da Apple, Steve Wozniak, também está com eles: “Computadores vão superar os humanos, não há dúvida. O futuro é amedrontador e muito ruim para as pessoas”, disse ele dois anos atrás ao Australian Financial Review.

Se o medo e a empolgação estão por trás dessas declarações tão contundentes, vindas de gente tão importante, parece que é mesmo a hora de discutirmos com seriedade os avanços da inteligência artificial - e seu potencial, tanto positivo quanto negativo.