SAÚDE

Você confiaria num diagnóstico médico feito por realidade virtual?

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Qualcomm aposta que, no futuro, o doutor poderá avaliar o paciente a distância, usando apenas um par de óculos e imagens simuladas

Você confiaria num diagnóstico médico feito por realidade virtual?

(Foto: Divulgação/Qualcomm)

Tem uma porção de médicos por aí que nem olham para a cara dos pacientes e já dão o diagnóstico: “É virose!”. E num futuro próximo, talvez o doutor nem precise receber as pessoas em seu consultório.

De todos os possíveis usos da realidade virtual, um dos mais aguardados é na medicina. Já pensou você se conectar da sua casa com o clínico geral, usando apenas óculos, alguns sensores e imagens simuladas? Facilitaria a vida, mas você confiaria num diagnóstico tão impessoal?

A fabricante de chips Qualcomm acredita nessa ideia e está criando uma tecnologia sem fio para transformá-la em realidade.

A empresa já tem um produto chamado 2net Hub, uma caixinha que fica plugada na tomada de casa colhendo informações como níveis de glicemia e pressão arterial –tudo isso usando sensores colocados no paciente. O equipamento envia esses dados para o médico, pela internet.

A ideia é avançar nesse conceito, incluindo imagens de realidade virtual. No cenário ideal, o paciente seria filmado, e um holograma dele se construiria bem na sala do doutor, que poderia fazer uma análise física, aliada às informações vitais aferidas por todos esses sensores.

Mais um tipo de uso seria para o treinamento de estudantes e dos próprios médicos. Antes de fazer uma cirurgia complicada, por exemplo, eles poderiam simular as incisões usando hologramas.

Quando isso vai se tornar realidade? Provavelmente, em algumas décadas, de acordo com a própria Qualcomm, em entrevista para a Wired.

Hoje a empresa trabalha no desenvolvimento da tecnologia 5G. O foco, no momento, está em melhorar a conexão com a internet para que seja possível usar sensores de sinais vitais e leitura biométrica à distância de maneira confiável. E aí, então, começar a viajar na ideia de transferir também imagens em alta definição e hologramas.