AMOR

'Tá no Ar' faz paródia maravilhosa sobre bissexualidade

Author

Ao som de "ABC", do Jackson 5, Adnet e sua trupe cantam que ser Bi é normal, e enchem nossos coraçõezinhos de amor

'Tá no Ar' faz paródia maravilhosa sobre bissexualidade

Imagem: Reprodução

A bissexualidade ainda é um enorme tabu, mesmo nos meios LGBT. Homens gays quase que monopolizam a conversa sobre diversidade sexual, mulheres lésbicas recebem alguma atenção e pessoas trans têm recebido mais espaço ultimamente, mas quase ninguém fala de bissexuais, a não ser para destilar estereótipos e preconceitos. A invisibilidade é tanta que o B do LGBT virou um meme:

'Tá no Ar' faz paródia maravilhosa sobre bissexualidade

Em tempos de "heteroflexibilidade", o apagamento e a negação são tão completos, que muita gente acredita que pessoas bissexuais simplesmente não existem! E nesse cenário, o programa "Ta no Ar", da Globo, fez um serviço muito positivo em favor da visibilidade bi. Em uma paródia maravilhosa da música "ABC", dos Jackson 5, Marcelo Adnet canta que bissexualidade é normal, e cita vários famosos que eram abertamente bissexuais, como o filósofo e escritor Jean-Paul Sartre, a estilista Coco Chanel e a cantora Björk. 

Estatisticamente, bissexuais são maioria entre LGBTs, com 1.8% da população se identificando como bi, contra 1.7% se identificando como gay ou lésbica,  segundo dados de um estudo de 2011. Desde então já temos pesquisas que mostram de que o número de bissexuais assumidos é o que mais cresce entre o público queer. Isso se contarmos apenas as pessoas que não estão no armário, porque em 1948 estudos mostraram que mais de 40% dos homens que se consideram heterossexuais tiveram experiências com outros homens

Bissexuais são mostrados na mídia com frequência, mas as pessoas simplesmente assumem que eles "viraram gays", ou que "agora são heterossexuais", dependendo da pessoa com quem o personagem se relaciona. Isso acontece porque não se usa a palavra "bissexual" e não se explica que orientações não-monossexuais existem. Isso faz o enorme desserviço de associar a sexualidade da pessoa ao seu atual relacionamento, como se toda a identidade dela dependesse de outra pessoa. É inconcebível que um grupo tão grande ainda seja tão mal visto e tão mal representado.