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Os 7 momentos mais constrangedores do depoimento de Mark Zuckerberg

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(Imagem: Reprodução/Facebook)
(Imagem: Reprodução/Facebook)

No começo da semana, Mark Zuckerberg foi convocado a depor por dois dias diante do congresso americano sobre o escândalo do vazamento de dados do Facebook. O criador da rede social pediu desculpas e admitiu que sua empresa errou ao permitir que a empresa britânica Cambridge Analytica coletasse dados de 87 milhões de pessoas através de testes de personalidade. Dentre elas quase meio milhão de brasileiros.

Com essas informações, que traçaram um perfil psicológico completo de um enorme número de usuários do Facebook, e até de pessoas que não têm perfil no site, a Cambridge Analytica influenciou grandes movimentos políticos, como as eleições presidenciais de 2016, que elegeram Donald Trump, e o plebiscito que tirou o Reino Unido da União Europeia, conhecido como Brexit.

O assunto é muito sério, mas durante o depoimento, alguns deputados e senadores americanos mostraram que não entendem nada de internet e não estão nada preparados para lidar com o assunto. Zuckerberg, apesar de ser um orador muito bem treinado, também deu algumas gaguejadas e passou boas vergonhas!

Confira abaixo os momentos mais constrangedores dos dois dias de interrogatório:

  1. A pergunta sobre monopólio
Os 7 momentos mais constrangedores do depoimento de Mark Zuckerberg

O Senador Lindsey Graham perguntou quem eram seus maiores competidores no mercado, e Zuckerberg respondeu que tem "vários competidores". Graham pediu que o depoente explicasse quais outras empresas prestavam o mesmo serviço que o Facebook. Ele respondeu que o Facebook presta "vários serviços". O senador não se deu por vencido, mas o empresário ficou se esquivando e não citou competidores. "Me parece então que o Facebook tem um monopólio no mercado", completou o senador. "Não é assim que eu me sinto", respondeu ele, enquanto a platéia dava risadas.

2. O nome do Hotel

Os 7 momentos mais constrangedores do depoimento de Mark Zuckerberg

Dick Durbin perguntou se Zuckerberg se ele se sentiria confortável divulgando o nome do hotel em que ele se hospedou na noite anterior. O empresário fez uma pausa, riu e finalmente disse "não". O senador perguntou se ele divulgaria a identidade das pessoas com quem ele trocou mensagens, e a resposta foi a mesma. Durbin disse então: "É sobre isso que estamos falando aqui. O direito à privacidade". O sorriso de Zuckerberg sumiu na hora.

3. Como o Facebook lucra?

Os 7 momentos mais constrangedores do depoimento de Mark Zuckerberg

Não foi só Zuckerberg quem passou vergonha. O senador Orrin Hatch perguntou como o Facebook ganha dinheiro, se ele não cobra nada dos usuários. Atônito o empresário respondeu: "senador, nós publicamos anúncios".

4. E-mail no Whatsapp

Os 7 momentos mais constrangedores do depoimento de Mark Zuckerberg

Brian Schatz, em outro momento constrangedor, perguntou: "Se eu mando um email pelo WhatsApp, isso será avisado aos seus anunciantes?". Zuckerberg explicou que todos os dados do whatsapp são criptografados, mas Schatz pareceu não entender e insistiu na pergunta. Zuckerberg explicou de novo, mas ele não parecia satisfeito.

5. O site que dá "notas" para mulheres

Os 7 momentos mais constrangedores do depoimento de Mark Zuckerberg

Hoje Mark Zuckerberg vende a imagem de bom moço e pai de família, mas ele era bem babaca nos tempos de faculdade. O FaceMash, site que ele criou antes do Facebook, comparava fotos de mulheres e dava nota para sua aparência física, e é um assunto que Zuckerberg faz o possível para evitar. O senador Billy Long não se importou com isso e, de cara, perguntou o que era o FaceMash e se ainda estava funcionando. Muito constrangido, Zuckerberg respondeu que não estava mais online, e que era um site de pegadinha. "Era nesse site que você colocava duas fotos de mulheres e decidia quem era a melhor entre as duas?", insistiu Long. "Essa é uma descrição correta do site que eu fiz quando entrei na Faculdade", disse Zuckerberg.

6. A orientação política dos funcionários

Os 7 momentos mais constrangedores do depoimento de Mark Zuckerberg

O senador republicano Ted Cruz levantou uma das teorias da conspiração mais perpetuadas pela direita, a de que o Facebook estaria censurado debates políticos conservadores. Depois de fazer algumas acusações, Cruz perguntou se Zuckerber sabia qual era a orientação política de todos os funcionários que monitoram as denúncias do Facebook. Zuckerberg respondeu que não sabia, e que seria inapropriado discutir essas questões pessoais. Nos EUA, deixar de contratar uma pessoa por sua orientação política é passível de processo judicial.

7. O contrato do Facebook

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John Kennedy reclamou do contrato de usuários do Facebook, dizendo que ele havia sido desenvolvido apenas para salvar o traseiro da companhia, e não para informar as pessoas de seus direitos. Ele pediu que Zuckerberg reescrevesse tudo "em inglês" para que o americano média pudesse entender. "Seu contrato é uma merda", concluiu o senador.