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10 fatos que mostram que a Greve Geral foi um sucesso

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A Greve Geral de 28 de abril de 2017 e o Primeiro de Maio mostraram uma renovação das forças de esquerda no Brasil. Elenco 10 fatos que provam seu sucesso.

10 fatos que mostram que a Greve Geral foi um sucesso

1. De acordo com as centrais sindicais, 130 municípios pararam e 38 deles ficaram sem transporte público urbano.

2. 70 mil se mobilizaram só em São Paulo no dia 28 de abril.

3. Os organizadores estimam que a greve afetou 40 milhões da força de trabalho brasileira, valor muito maior do que menos de 10 milhões mobilizados pelo MBL ou movimentos da direita. Isso foi de uma certa forma uma homenagem a primeira Greve Geral que ocorreu há 100 anos atrás, em 1917.

4. Senadores como Lindbergh Farias, Gleisi Hoffmann, além do deputado Ivan Valente, estudam criar uma PEC de antecipação de eleições, o que ganhou força com a greve.

5. A tentativa de furar a greve feita pelo prefeito João Doria Jr. com Uber e 99Taxis de graça aos funcionários da prefeitura foi denunciada num Google Docs que o governante lançou internamente na sua gestão. O caso gerou um mal-estar entre ele e as empresas envolvidas, que não tinham como financiar a iniciativa.

6. Apesar do pouco destaque na mídia tradicional e do foco em depredações, os atos serviram para conscientizar sobre os direitos de greve dos trabalhadores registrados.

7. Professores e educadores protestaram contra o sucateamento do seu setor e a ausência de aposentadoria no plano de Michel Temer.

8. Os atos também serviram para unificar os insatisfeitos com o governo Temer e seus aliados.

9. Mesmo com dois caminhões de som barrados - um na Paulista e outro na Consolação - a CUT fez um bem-sucedido ato de Primeiro de Maio em São Paulo. Contou com a presença de 200 mil trabalhadores e shows de rua.

10. Eu me feri cobrindo a manifestação pelo Diário do Centro do Mundo, com cortes superficiais provocados pelas balas de borracha da Polícia Militar de São Paulo ao fotografar o momento que manifestantes derrubaram a cerca na casa do presidente Michel Temer. O Portal Comunique-se, que cobre jornalismo, deu destaque ao caso, assim como a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), que veio me entrevistar para armazenar num banco sobre agressões da PM no Brasil. O caso do estudante de sociologia Mateus Ferreira, agredido covardemente em Goiânia e deixado em coma, também mereceu destaque. Ele passa bem. A grande mídia, embora tenha condenado depredações de black blocs, não conseguiu sufocar a mensagem das ruas contra as reformas forçadas e autoritárias do governo Temer.