10 pontos sobre o texto de Fernando Haddad na Piauí

10 pontos sobre o texto de Fernando Haddad na Piauí

O ex-prefeito de São Paulo publicou um texto esclarecedor na revista Piauí de junho de 2017. Como o material é longo, separamos aqui os principais pontos.

Fernando Haddad publicou um texto longo e complexo na edição de junho de 2017 da revista Piauí. Com o título 69Vivi na pele o que aprendi nos livros70, o ex-prefeito fala sobre o golpe parlamentar contra Dilma Rousseff disfarçado de impeachment, critica a ex-presidente, descreve perseguição da mídia e ainda comenta sobre o papel golpista do PSDB nos últimos anos.

O texto é uma distribuição democrática de apontamentos duros, aproveitando que Haddad está afastado da vida política e dando aulas de ciência política na USP.

Separamos aqui os 10 melhores pontos sobre as críticas de Fernando Haddad.

98Meu primeiro encontro de trabalho com Dilma mostrava que eu havia me equivocado. Ela encerrou a conversa

Haddad narra neste trecho inicial do seu artigo as dificuldades de negociação entre a prefeitura, quebrada em dívidas, e o governo federal. O ex-prefeito enfrentava pressão popular das ruas para barrar aumento das tarifas de transporte público e dependia de Dilma para que o aumento não afetasse os mais pobres. Fernando Haddad queria reatar os laços de São Paulo, mergulhado em políticas tucanas, com o Partido dos Trabalhadores, assunto que ele tratou com Lula. A falta de comunicação entre o prefeito e a presidente seria o prenúncio da crise política do PT, na sua visão.

117A Comissão de Direitos Humanos da Câmara

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138Em um artigo recente para a revista nova-iorquina Dissent

Trecho interessantíssimo do artigo, nele Haddad elenca como o PSDB queria se tornar uma versão tupiniquim do Partido Democrata norte-americano e se tornou uma versão caricata dos republicanos. Para o ex-prefeito, foi FHC e os tucanos que abriram espaço político para figuras públicas pró-fascismo e ditadura militar como Jair Bolsonaro.

157Um dos problemas do jornalismo no Brasil é a falta de regulação do mercado. Os meios de comunicação por aqui funcionam

Fernando Haddad então dá nome aos bois no debate público da imprensa e mostra como colunistas como Eliane Cantanhêde e outros representam grupos familiares que querem manter a hegemonia na mídia a todo custo. E isso se dá por propriedade cruzada, algo que é proibido em mercados como o norte-americano. No Brasil, donos de televisão são líderes de audiência na internet, nas revistas, nos jornais e até nas rádios. Formam, desta forma, oligopólios - e no caso da televisão aberta há o monopólio da Rede Globo.

175Claro que há limites para o poder desse monopólio político-ideológico. Num ambiente de relativa liberdade

Neste ponto ele limita a ação dos grupos de comunicação contra o PT, mostrando que determinadas políticas dos governos Lula e Dilma sobreviveram apesar dos ataques.

193O que se percebe muito rapidamente é que a esfera pública está contida na mídia em vez de envolvê-la. O Brasil tem pouco mais de cinquenta cidades com mais de 400 mil habitantes

201produto de marketing202

212O Brasil é um país fortemente estratificado: a desigualdade sempre foi a marca da nossa sociedade. Somos um misto de sociedade de 213 com meritocracia. O indivíduo pode

Fernando Haddad então estuda como os protestos de 2013 surgiram através de um descontentamento das classes médias diante de mudanças sociais num país desigual per se.

232Eis que entra em cena o 233

Haddad então dá nome e sobrenome do culpado por 2013: A PM de Alckmin.

251A crise que se instalou depois da reeleição de Dilma faria o pesadelo de 2013 parecer um sonho erótico. No final de 2013

O ex-prefeito então diz que a Rede Globo, ao contrário do que se convenciona, queria que Lula fosse candidato a presidente em 2014, no lugar de Dilma. A reeleição dela, baseada num plano econômico que desagradou as elites e os rentistas, provocaria o PSDB a organizar o golpe com o PMDB de Michel Temer.

273O que me surpreendeu foi a pós-eleição. As principais lideranças do PSDB se dividiram: Aécio começou a trabalhar por novas eleições; Serra

Haddad encerra o texto dando o real autor da unificação do golpe em torno de Dilma Rousseff: Fernando Henrique Cardoso. Serra, derrotado em eleições, queria o impedimento e o PSDB no poder a todo custo. Aécio queria novas eleições. Alckmin, fenômeno eleitoral no governo do estado, preferia aguardar até 2018. FHC serviu como catalizador para patrocinar a loucura de derrubar uma presidente sem crime legítimo.

É, de fato, um denso e ácido texto este de Fernando Haddad.

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