Boulos, Freixo, Manuela e o risco de rachar a esquerda em 2018

Boulos, Freixo, Manuela e o risco de rachar a esquerda em 2018

Três nomes, uma corrida presidencial e o problema do discurso de esquerda para as eleições deste ano.

(Foto: Agência Brasil/Mídia Ninja)

A esquerda brasileira começou com problemas maiores do que o próprio julgamento de Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto Ciro Gomes tenta se descolar do lulismo, nomes menores flertaram com um purismo ideológico que gerou discussões interessantes.

O deputado estadual Marcelo Freixo do PSOL deu uma entrevista à jornalista Anna Virginia Ballousier da Folha de S.Paulo73unificar a esquerda74Guilherme Boulos, foi ideia dele entre os psolistas.

92Estava em casa

102paternidade103campanha Boulos104

Jean Wyllys e Gilberto Maringoni, quadros importantes do PSOL, reclamaram do deputado do Rio de Janeiro. Para ambos, o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa unir a esquerda contra uma judicialização que protege apenas a direita política. Enquanto se ventila uma condenação e impugnação da campanha lulista, nada se faz com Aécio Temer, Michel Temer e diversos nomes enrolados na Operação Lava Jato. Freixo se retratou em um vídeo divulgado na internet.

132a esquerda não unificada nunca foi um desejo pessoal133

Guilherme Boulos deu uma entrevista ao repórter Rodrigo Martins da revista Carta Capital falando que o maior erro de parte da esquerda é embarcar na onda anti-Lula. A opinião publicada na Carta na entrevista de dia 6 de janeiro de 2018 refletiu o incômodo dos bastidores do PSOL retratado pela coluna Painel da Folha.

161Eleição Sem Lula é Fraude162numa coluna anterior aqui no Storia Brasil.

Manuela D'Ávila do PCdoB optou por um caminho mais moderado. Ela assinou o manifesto de Celso Amorim, mas negou em entrevista que seria vice de Lula ou que comporia chapa com o PT na corrida de 2018. Ela apoia o petista, mas insiste num caminho independente - enquanto Boulos em pouco tempo se alinhou ao lulismo.

No entanto, numa reportagem de Denis Rothenburg do jornal Correio Braziliense, o presidente do PDT Carlos Lupi aparece apontando uma possibilidade diferente para Manuela. O líder da legenda quer Manuela como vice de Ciro Gomes.

Manuela D'Ávila e Ciro oscilam entre 1% e 3% segundo os institutos de pesquisa com Lula na corrida de 2018. Caso o ex-presidente seja preso ou impedido de concorrer, Ciro Gomes salta para 7%. Manuela pode ajudá-lo a chegar em 10% ideais para se tornar competitivo nas eleições.

A esquerda teme se rachar, porque a direita, embora fragmentada, tem candidatos entre 10% e 17% das intenções de voto. Apenas Lula chegou no patamar de 35% segundo o Datafolha. Ele é um nome forte, mas muito visado publicamente.

Manuela, Ciro e Freixo sabem da importância de Luiz Inácio Lula da Silva. Mas estão tentados a se lançarem de forma particular, sendo que Marcelo Freixo se considera o responsável por colocar Guilherme Boulos na corrida.

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