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Como Resident Evil 7 revolucionou o horror em 2017?

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Jogo foi reconhecido no The Game Awards e agora ganha DLCs. Como ele fez a diferença neste ano?

Como Resident Evil 7 revolucionou o horror em 2017?

(Fotos: Divulgação/Capcom)

Uma franquia de jogos que existe desde 1996 e criou um gênero de horror para os videogames passou por uma recauchutada em 2017. Retomando origens e trazendo elementos novos, ele conquistou reconhecimento de público e de crítica.

Como Resident Evil 7 revolucionou o horror em 2017?

Menos lembrado do que os badalados The Legend of Zelda: Breath of the Wild e Super Mario Odyssey, Resident Evil 7 fez história neste ano. O game lançado em 24 de janeiro de 2017 para PlayStation 4, Xbox One e PC Windows trouxe uma temática mais simples e repleta de detalhes que conquistam fãs novos e reconquistam aqueles que já estão inseridos em duas décadas de história da franquia.

Como Resident Evil 7 revolucionou o horror em 2017?

Além da Família Baker, você tem que encarar o "mofo" (imagem acima)

RE7 conquista pelo cenário, pela história simples e direta, pelos sustos bem colocados e pelo mapa que permite revisitas inteligentes dentro de um game razoavelmente curto. A história se estende pelos conteúdos baixáveis, os chamados DLCs. E, quase um ano depois de seu lançamento, o game continua trazendo novidades.

Se isso tudo não fosse suficiente, o game fez provavelmente a entrada mais bem-sucedida no formato de realidade virtual.

Essa família é muito unida... e também muito ouriçada

Você controla Ethan Winters, um homem que perdeu sua amada Mia no interior dos Estados Unidos em 2014. Uma fita VHS (sim, isso existe no jogo) revela que ela está numa casa abandonada após furacões em território americano. E é, desta forma, que o jogador é introduzido à família Baker.

Jack Baker, a esposa Marguerite e o filho Lucas são na verdade mortos-vivos que consomem carne humana e regeneram partes dos seus corpos. No entanto, para quem lembra do Resident Evil original de 96 e baseados em filmes B, os zumbis eram criaturas sem inteligência que simplesmente avançavam no gamer.

Neste jogo, ambientado em primeira pessoa de forma inédita na saga canônica (jogável somente em outros games da série, como Umbrella Chronicles), os zumbis são super-poderosos. As criaturas mais frágeis são chamadas de "mofos" e surgem literalmente na escuridão da moradia dos Baker. O que você descobre é que eles se transformaram graças ao isolamento e o abandono da vida no local - além da participação de uma garota chamada Eveline. A experiência é curta e dura cerca 10 horas de gameplay.

E ela é ainda mais apavorante quando o game é jogado com o PlayStation VR. Os ambientes claustrofóbicos da casa são transformados em armadilhas para sustos.

Os DLCs e a experiência expandida

Como Resident Evil 7 revolucionou o horror em 2017?

10 meses depois do lançamento oficial, duas expansões chegaram para Resident Evil 7. The End of Zoe trata sobre o destino de Zoe Baker, a integrante da família de zumbis que se rebelou contra o pai Jack e foi deixada para trás por Ethan.

O segundo DLC é Not A Hero, um jogo de pouco mais de uma hora com Chris Redfield, o herói do primeiro RE. Ele está de volta não mais trabalhando para a polícia de Raccoon City ou para o grupo especial STARS. Redfield está numa nova formação da Umbrela, a empresa de cientistas responsável pelas primeiras infecções que criaram os zumbis. O game tem um enfoque especial no personagem atrás de Lucas Baker, especialista em bombas e torturas.

E o reconhecimento?

Diferente de Resident Evil 4, 5 e 6, que estavam indo numa linha de jogo de ação com zumbis, o sétimo episódio recupera o horror com gráficos realistas dos capítulos 1, 2 e 3 entre o fim dos anos 90 e a era 2000. Por recuperar a nostalgia trazendo elementos inteiramente novos numa jogabilidade simples e simultaneamente inovadora, RE7 foi reconhecido por suas qualidades e é revolucionário de maneira objetiva.

Foi considerado o Melhor Game de VR/AR do The Game Awards (TGA), maior cerimônia de jogos eletrônicos do mundo. Comprova a importância da realidade virtual num título consagrado.

Já jogou Resident Evil 7? É bom dar uma chance.