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Shadow of War manteve vivo o universo de Tolkien neste ano dos games

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Jogo baseado no universo de Senhor dos Aneis mostrou o poder da Warner no mercado de games num mundo aberto que mistura estratégia e muita ação. Você já jogou?

Shadow of War manteve vivo o universo de Tolkien neste ano dos games

(Fotos: Divulgação/Warner Games)

É difícil eleger o melhor game de 2017, porque o ano foi repleto de grandes produções e títulos que cativam pela jogatina. The Legend of Zelda: Breath of the Wild, Super Mario Odyssey, Horizon Zero Dawn, Resident Evil 7 e muitos outros tornaram este período um dos melhores da história, fora o lançamento bem-sucedido do Nintendo Switch.

Shadow of War manteve vivo o universo de Tolkien neste ano dos games

Lançado no dia 10 de outubro e bastante divulgado durante a E3 2017, Middle-Earth: Shadow of War é a sequência óbvia de Shadow of Mordor, considerado por muitos órgãos de mídia especializado em games como melhor jogo de 2014. No entanto, se o primeiro game parecia um aventura por Mordor, a terra do vilão literário Sauron de J.R.R.Tolkien, o segundo título aprofunda as ideias iniciais.

Shadow of War manteve vivo o universo de Tolkien neste ano dos games

O game conta a continuação da história de Talion, um guerreiro humano de Gondor que é possuído pelo espírito do elfo Celebrimbor. Na Montanha da Perdição, o protagonista forja um segundo Um Anel para destruir o de Sauron. Acompanhado por Idril e Baranor (o primeiro personagem negro no universo de Tolkien neste jogo), eles resgatam sobreviventes gondorianos e formam um novo exército de orcs.

O primeiro título trouxe o sistema Nêmesis, que evoluía os inimigos conforme eles te venciam nos embates. Neste game, a ideia toda é expandida.

Pelotões, animais alados e castelos

Desta vez, em Shadow of War não basta jogar Talion na multidão de orcs e esperar que ele faça o serviço com o espírito de Celebrimbor. Os exércitos são muito maiores e desta vez você terá criaturas no seu comando. Diferentes orcs possuem diferentes fraquezas, portanto é necessário estudá-los antes de tentar invadir castelos e fortificações de Mordor.

Algumas criaturas são fracas contra venenos, fogo ou gelo. Os dragões alados dos Nâzgul também estão a sua disposição para uso. E, toda vez que você entra num terreno novo, pode direcionar o ataque para agir da melhor forma.

Problemas nos gráficos e na representação feminina

Um personagem clássico de Tolkien está no game: a aranha Laracna assume uma forma humana e tenta tomar o anel de Talion. O problema? Ela aparece com o design de uma mulher visivelmente objetificada, o que tira um pouco dos méritos do game.

O gameplay é realmente inovador com o Nêmesis funcionando tanto para fortalecer suas tropas orcs quanto as do adversário, mas o jogo vai se tornando mais repetitivo conforme você avança. Este é um problema clássico de mundos abertos.

No entanto, o que não dá pra entender é a desenvolvedora Monolith Productions, junto com a publisher Warner, ter deixado os gráficos muito pasteurizados, com poucas feições faciais nos lutadores. Lembra, de uma maneira negativa, alguns erros de texturização em Injustice 2 (menos grave) e em Mass Effect Andromeda, sendo que o último é tão feio que virou caricatura.

No entanto, se você é fã de Frodo, Bilbo e companhia, Shadow of War é uma parada obrigatória de 2017, com uma interessante surpresa no final.

Não vou revelar o spoiler. Vá jogar.