OUTROS

EUA aprovam 1º remédio a base de canabidiol, extraído da maconha

Author
EUA aprovam 1º remédio a base de canabidiol, extraído da maconha

Epidiolex: esse é o nome do mais novo medicamento que utiliza maconha como princípio ativo e que foi aprovado na última semana pela FDA, órgão regulador do setor nos Estados Unidos. Foi desenvolvido para tratar duas formas raras e severas de epilepsia: síndromes de Lennox-Gastaut e Dravet, o que faz cair por terra o uso da erva de forma medicinal. O produto poderá ser utilizado em em pacientes com 2 anos de idade ou mais.

“Este é um avanço médico importante. Mas também é importante notar que isso não é uma aprovação da maconha ou de todos os seus componentes. Esta é a aprovação de um medicamento específico à base de CBD [canabidiol] para um uso específico. E foi baseado em ensaios clínicos bem controlados avaliando o uso do composto no tratamento de uma condição específica”, disse a FDA em nota pública.

A solução oral contém CBD altamente purificado, que é um entre as dezenas de produtos químicos que a planta da maconha apresenta. O órgão regulamentador salienta que a substância contém apenas traços residuais do THC, que é o elemento responsável pelo teor psicoativo da maconha, e não induz a euforia.

A empresa que está fabricando o remédio nos EUA é a Greenwich Biosciences, subsidiária americana da GW Pharmaceuticals. A companhia agora está testando outros tratamentos com CBD para glioblastoma e esquizofrenia.

Por aqui no Brasil, ainda estamos engatinhando quando o assunto é medicamentos a base de maconha. Há ainda muito preconceito e informações erradas sendo divulgadas em relação aos usos da erva, principalmente no meio científico. Ainda assim, já temos o que comemorar contra a ignorância. No início de 2017, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, pela primeira vez, o registro de um medicamento internacional à base de cannabis. O Mevatyl é indicado para o tratamento de espasticidade – alteração no tônus muscular – relacionada à esclerose múltipla.

O princípio ativo é a Cannabis Sativa, uma espécie de maconha, e não tem uso pediátrico, apenas adulto. O medicamento, que fora do Brasil leva o nome de Sativex, já é comercializado em 28 países como Canadá, Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Suíça e Israel.