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Leite materno varia fórmula conforme saúde do bebê

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Gente, essa é incrível! E mostra como o corpo humano é simplesmente fascinante! O exemplo mais recente disso vem de uma mulher chamada Mallory Smothers que compartilhou algo interessante sobre o leite dela no Facebook. 

Ela estava dando de mamar na noite de 14 de fevereiro, antes de ela e a família irem para a cama. Até aí, tudo bem! Quando o bebezinho dela deu aquela acordada no berro, por volta de 3h da manhã, ela notou que a criancinha estava muito congestionada, espirrando muito, iniciando aquelas infecções que são verdadeiros martírios para todas as mamães. O bebezinho depois de alimentado acabou dormindo. Mas.... na mamada seguinte (aquela da manhã), a cor do leite apareceu dramaticamente diferente do que tinha sido apenas algumas horas antes. Parecia um colostro (aquele que você a mulher produz nos primeiros dias após o nascimento do bebê)!

Sabem por quê?

A saliva doente do bebê, em contato com os canais internos do seio, "diz" às glândulas da mamãe o que o filhinho está precisando. Sério! O líquido se personaliza às necessidades do bebê, “recalibrando” a composição para levar em conta a saúde, a idade e até mesmo a temperatura exterior.

Quando um bebê mama no peito da sua mãe, um “vácuo” é criado. Dentro desse vácuo, a saliva do bebê é sugada pelo mamilo da mãe, onde os receptores na glândula mamária leem os sinais.

A saliva contém informações sobre o estado imunológico do bebê. Tudo o que os cientistas sabem sobre a fisiologia indica que esse processo é uma das coisas que o leite materno usa para ajustar sua composição imunológica. Se os receptores da glândula mamária detectam a presença de infecção, isso obriga o corpo da mãe a produzir anticorpos para combatê-lo, e esses anticorpos viajam através do leite materno de volta para o corpo do bebê, protegendo-o.

Leite materno varia fórmula conforme saúde do bebê

No estudo da Clinical and Translational Imunology, de 2013, é possível entender como essa fascinante relação de mãe e filho se completa na amamentação. 

E isso Smothers também cita no post. O estudo mostra que até 70% das células encontradas no colostro são os leucócitos. Isto é: glóbulos brancos que combatem a infecção. Poucos dias após o parto, quando o leite materno normal substitui o colostro, o número de glóbulos brancos que combatem a infecção cai para cerca de 2%. Ainda assim, surpreendentemente, o processo da amamentação é tão perfeito que permite que a fórmula do leite se altere para atender melhor as necessidades do bebê.

Não é à toa que médicos super recomendam uma baita dieta super nutritiva para as mamães lactantes. Sem drogas, sem bebidas, sem açúcares refinados, sem cigarro! Para que tudo de bom possa ir para o bebê, evitar as doenças na primeira infância e ajudar a criança a se desenvolver forte e saudável.

Mas lembre-se: não é porque o leite mudou de cor que o bebê possa estar doente. Sabe como tinta Suvinil tem um zilhão de opções para tinta branca? Pois então, é o mesmo com o leite materno. Pode variar de acordo com fatores maternos tais como hidratação ou desidratação, dieta, vitaminas e medicamentos. O fator emocional é algo fundamental para a boa produção do leite: estresse, fadiga, nervosismo, entre outros fatores, impactam fortemente em toda a produção do leite. Mais do que você imagina!

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