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Cinco momentos emocionantes de carona no karaokê mais famoso do mundo

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James Corden é um comediante e apresentador britânico que, por talento e empatia, emplacou um talk show nos Estados Unidos. The Late Late Show with James Corden vai ao ar de segunda a sexta-feira na emissora CBS e é um sucesso, apesar de passar no começo da madrugada. O programa já existia sem ele, e continuará existindo com ele. Mas tem uma coisa bem especial que ele criou e, sem ele, nunca funcionaria.

Cinco momentos emocionantes de carona no karaokê mais famoso do mundo

O Carpool Karaoke, ou “Carona com karaokê”, em tradução livre, é um quadro que Corden fazia desde o Reino Unido e trouxe para seu programa americano. Só daria certo, primeiro, por quem criou, por questões de direitos autorais; segundo, por quem canta muito bem; terceiro, por um apaixonado por música; e, quarto, por um cara generoso e carismático na frente das câmeras. O Carpool Karaoke é a jóia de sua coroa no showbiz.

O quadro começou com um de seus ídolos, George Michael, para um especial de caridade. Acabou ganhando vida própria e, hoje, é o campeão de audiência do programa na TV e, principalmente, no YouTube. Cada vídeo do quadro postado ganha, instantaneamente, milhões de visualizações.

Cinco momentos emocionantes de carona no karaokê mais famoso do mundo

Serve para nós, o público regular dos astros da música, como uma janela para a verdade dos famosos. Explicando... É evidente que a edição com Britney Spears é desconfortável para Corden, apesar de sua fascinação pela personagem. Mariah Carey também não se mostra muito generosa, apesar de ter sido a primeira convidada depois de George Michael e estrelar dois programas, um deles de Natal. E Lady Gaga, apesar de muito generosa e excelente cantora, não estava muito preparada para demostrar emoções devido a um evidente tratamento estético, desses bem comuns. O episódio é incrível. Mas, emoções... 

O legal mesmo é quando o personagem está disposto a brincar. E, principalmente, quando ele é realmente incrível, do jeitinho que a gente sempre imaginou.

Por isso escolhi aqui cinco momentos marcantes do Carpool Karaoke que foram cheios de emoção para quem gosta de música - e dos envolvidos. Pensando bem, mesmo se você não gosta dos envolvidos, é quase impossível não se emocionar junto com James Corden.

ATENÇÃO: Em quase todos os episódios existe a opção de legenda em português. Basta clicar no ícone de legenda e depois no ícone de configuração, aquela engrenagenzinha, para mudar a língua. 

Elton John

Taí um episódio onde James Corden parece o tempo inteiro com os olhos cheios de lágrima. Elton John é sempre muito generoso com as brincadeiras do programa e até usa as máscaras que o apresentador trouxe. O “problema” é que o cantor e compositor tem uma carreira de hits emocionantes, refrões infalíveis. Mesmo os mais novinhos - não é possível… - reconhecem pelo menos um dos sucessos desse que pode ser considerado um dos maiores melodistas da música popular.

O ápice, porém, é a última música cantada pelos dois, “Don’t let the Sun go down on me”, com melodia de Elton John e letra de Bernie Taupin, seu grande parceiro musical na vida. A canção foi gravada em 1974, mas ganhou o mundo outra vez em 1991, em uma versão com George Michael. “Se eu pudesse dizer para mim mesmo aos 12 anos que eu estaria fazendo isso no futuro, minha cabeça explodiria”, diz Corden emocionado.

Adele

“Hello… It’s me…”, diz Corden ao telefone no começo do episódio, emulando as primeiras palavras da letra do último grande hit da cantora e compositora britânica Adele, “Hello”, como brincadeira. Adele entra no carro e é uma dessas provas de que Corden consegue despir quase todo astro de suas vaidades. Não que tenha sido um desafio com Adele, sempre muito espontânea nas entrevistas.

O principal deste vídeo, porém, é mostrar o quanto, com o perdão dos asteriscos, essa mulher canta pra c******. O editor do episódio deve ter feito seu trabalho sorrindo para a tela do computador. Eles brincam muito também, principalmente com a fixação adolescente que Adele tinha com as Spice Girls. Mas é com “All I ask”, dela, que Corden desmorona. Recebe até elogios por sua segunda voz eficiente, de uma Adele que parecia estar brincando de cantar.

O problema é que a música tem um refrão pungente, que sobe o tom na última parte, uma programação científica para fazer os pelos do braço arrepiarem. “Estou morrendo… Isso é demais pra mim”, diz Corden depois da canção, novamente com os olhos marejados.

Stevie Wonder

Outro episódio em que James Corden tinha tudo para ficar emocionado o tempo inteiro. Mas, transparente, mostrou-se um pouco intimidado. No fim, tudo acabou bem, principalmente porque Stevie Wonder é um dos caras mais incríveis por aí.

Entre as brincadeiras propostas por Corden, a mais legal foi quando ele pediu para que Stevie explicasse sobre como fazer sucesso tocando gaita. Stevie simplesmente interrompeu-o, insistente: “Nem tenta.” A surpresa de Corden com a súbita interrupção de seus planos é o melhor de comédia que o episódio traz.

O momento emocionante também foi proposto por Corden, mas desta vez aceito por Stevie Wonder. Sua generosidade além do programado, porém, foi surpreendente. Corden pediu, cheio de cautela, para que Stevie ligasse para sua mulher. Ela não acreditaria na surpresa. Ele ligou e cantou “I just call to say I love you”, ou “Eu só liguei pra dizer que te amo”, um dos maiores sucessos de sua carreira, Oscar de Melhor Canção em 1985 no filme A dama de vermelho. O refrão foi trocado por “Eu só liguei pra dizer que James te ama”.

Harry Styles, do One Direction

Outra coisa bem difícil de se perceber é quando alguém dentro de uma boy band tem talento. Já aconteceu com Justin Timberlake, do ‘N Sync, e pode acontecer também com Harry Styles, do One Direction, grupelho de sucesso inventado pelo produtor Simon Cowell, do X-Factor.

Depois de cantar a primeira música, a música de trabalho de seu álbum solo, “Sign of the times”, Styles, visivelmente emocionado, diz que às vezes chora no palco. Logo depois diz “in a cool way”, ou seja, que ele chora, mas de uma forma maneira, de uma forma “cool”. Corden percebe a “cena” e gargalha, quebrando o teatro de Styles. Ele diz que sua mãe chorou quando ouviu seu disco novo, a piada do “cool way” voltou, mas a emoção verdadeira já estava ali.

James pergunta a canção favorita de sua mãe, e Styles responde “Sweet creature”, justamente a que eles cantam juntos depois na edição. “A qualquer lugar que eu vá, você me traz pra casa”, diz a canção, que, por acaso, tem um belo refrão.

Miley Cyrus

Miley Cyrus é uma dessas que você pensa ser apenas uma menina rebelde sem nada para oferecer mas que, no carro de James Corden, percebe que, pelo menos, ela canta muito bem sem fazer nenhuma força. Miley Cyrus estava em uma fase de transição para uma menina mais “séria”, “comportada”, e falou de sua nova perspectiva sobre si, incluindo causas importantes para as quais estava advogando. “Se esse tanto de pessoa vai falar sobre algo que eu fiz, eu devo fazer disso uma coisa boa. Algo que pode mudar a vida das pessoas, em vez de ser controversa e me tornar nada além de uma fantasia de Halloween”, disse. “Eu pensei que você ia me falar que parou de fumar maconha”, respondeu Corden antes de gargalhar. “Eu adoraria fumar um agora… Eu realmente gostaria de fumar um agora”, ela respondeu, ajudando a quebrar o clima.

Depois de Miley e Corden cantarem “Wrecking ball”, aquela música do vídeo em que ela aparece nua balançando em uma bola de demolição, Corden simula emoção com os dedos nos olhos e pergunta se Miley realmente chorou naquele vídeo. Ela disse que sim, mas apenas porque lembrou de um cachorrinho de estimação que havia morrido. Ele a provoca, perguntando se ela consegue chorar ali, na hora. Ela diz que está feliz, e ele pergunta o que ela sentia por aquele cachorrinho. Eles param e começam a tentar chorar “artificialmente”. Ela não consegue, ele, sim. Mas começa a gargalhar pelo ridículo da situação.