A turma do 'mito'

A turma do 'mito'

A turma do 'mito'

Durante estes últimos dois meses no Brasil, desde a posse do presidente Jair Messias Bolsonaro, uma enxurrada de péssimas notícias veiculadas através da mídia nacional e internacional coloca em xeque o depósito da confiança que parte da população brasileira dirigiu ao político do PSL.

Escândalos familiares relacionando seus herdeiros (e a si próprio) às milícias, entreguismo dos patrimônios que garantem a soberania do país em prol de relações unilaterais com o governo norte americano (que fique claro, beneficiando apenas os Estados Unidos), declarações polêmicas e idiotizadas, fundamentalismo religioso tomando o espaço da laicidade do Estado, Reforma da Previdência que massacrará os trabalhadores, entre outras tantas medidas que desvalorizam, prejudicam e destroem o país e a crença em um futuro crescente, digno e soberano.

Notar o quanto Jair Bolsonaro é parvo e como suas declarações denotam todo o seu déficit intelectual e administrativo em conjunto com o discurso de ódio (recheado de leviandade) que promove, nos permite traçar uma ligação da atual conjuntura a que estamos submetidos (por meio de pontos filosóficos) com o artigo “A banalidade do Mal”, escrito por Hannah Arendt sobre o julgamento de Eichmann, em Jerusalém. Eichmann foi o responsável pelo envio dos judeus ao campo de concentração.

Não, não é exatamente de Bolsonaro que procuraremos tratar e sim dos Bolsonaristas. Neste artigo, analisando o comportamento do nazista alemão, Arendt descreve-o como um homem comum, pai de família e que apenas “cumpriu” as ordens que lhe foram incumbidas. O mal banal é caracterizado pela ausência de pensamento. A partir desta ausência, existe uma privação da responsabilidade.

Reparem nos votantes do presidente, fazendo um levantamento das características mais comuns. Se submetem ao cumprimento de uma lógica externa (que defendem com os dentes, sem questionamentos), não pesando e nem enxergando as responsabilidades que suas atitudes carregam. Não questionam, não buscam seriedade nos campos de informação, aliás, não indagam as informações. Elas passam por suas mentes sem filtros, apenas saciando uma falsa ilusão de defender, a todo custo, sua escolha. Vamos aprofundar um pouquinho mais...

Vivemos em uma sociedade massificada, em que os cidadãos tendem a se sentir solitários e destituídos de poder. Estes mesmos cidadãos foram criados para serem animais laborantes... Acabam por burocratizar o próprio cotidiano. São estes indivíduos que se tornam incapazes de pensar as consequências ao acarretar as ordens dadas por grupos que consideram superiores. Percebe como tudo permanece no campo do superficial? É quando então, um dito líder, falador de asneiras e argumentos rasos surge, evocando uma facilidade identificatória.

Pode parecer um fenômeno no qual devemos relevar os pontos para construir teses que expliquem, mas este não é um fenômeno e muito menos um caso isolado. É basicamente uma repetição de padrões! O mal banal está intrinsicamente atrelado ao vazio reflexivo. O indivíduo age como parte de uma engrenagem, sem questiona-la. São estas pessoas que não exercem toda a sua capacidade, enquanto humanos, de mudar o curso das ações através da vontade própria, por que como deixamos claro, sua vontade provém do mantimento da “máquina da violência”.

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