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O amante

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O amante

Paulo Penteado veio à vida numa manhã ensolarada do verão carioca de 1955. Por antagonismo do destino, despediu-se dela quarenta anos depois, numa madrugada fria do inverno paulistano.

Coerente com uma vida dedicada a expressar afeto e carinho, não poderia deixar este mundo de forma mais simbólica do que "abraçando" com seu Fiat a maior árvore da descida do Pacaembu.

Até hoje, ninguém sabe ao certo o que aconteceu. Se seu coração parou de bater porque o carro bateu ou se o carro bateu porque seu coração parou de bater.

Não importa.

O fato é que o Paulinho nos deixou sem "teaser" e sem que nenhum de seus amigos mais chegados estivesse preparado para isso. Provavelmente fez desse jeito por pura sacanagem, ou então, como de costume, para chamar atenção.

Paulo Penteado foi um grande amante. Amou lindas mulheres, boas bebidas e comidas requintadas. Não obrigatoriamente nessa ordem. Estas são algumas de suas histórias de amor. Provavelmente elas vão suscitar dúvidas se são relatos baseados em fatos reais ou não.

Já vou adiantando: não, não são relatos baseados em fatos reais. Na realidade, trata-se de histórias absolutamente verdadeiras, que expressam os fatos literalmente como ocorreram.

Nada a mais, nada a menos.

Tim Tim.