TECNOLOGIA

A internet se revoltou contra essa ideia de máquina-mercearia

Alexandre Ribeiro
Author
Alexandre Ribeiro

Uma startup chamada Bodega apareceu com uma ideia “revolucionária”. Criar máquinas que vendem todo tipo de alimento e instalá-las por toda parte: edifícios residenciais, escritórios, dormitórios de faculdade e academias. Essas máquinas venderiam não só aqueles biscoitos e doces que todo mundo vê por aí, mas também teriam leite, arroz, sucos, cereais, produtos de banho, higiene pessoal, etc. e tal.

A internet se revoltou contra essa ideia de máquina-mercearia

Mas por que tudo isso? Porque eles querem criar concorrência para as lojinhas físicas. Sabe aquele mercadinho familiar ou a mercearia da esquina onde você compra esse tipo de coisa e conversa com os funcionários quase todos os dias? Pois é… Nos EUA, eles chamam esses lugares de “bodega”, e o que essa startup quer, no fim das contas, é acabar com a existência desse tipo de estabelecimento.

A ideia dessa startup, criada por dois ex-funcionários da Google, foi publicada recentemente no site Fast Company, e a reação da internet foi devastadora. Quem, afinal, não gosta de seu mercadinho ou lojinha de esquina preferida? Quem gostaria de ver o dono de um estabelecimento desses indo à falência? Além disso, nos EUA muitos desses estabelecimentos modestos são de propriedade de imigrantes que vivem o “sonho americano” sendo seus próprios chefes.

Leia os tweets abaixo e veja como a ideia foi atacada violentamente:

“Riquinhos do mundo de tecnologia têm tanta dificuldade em interagir com a pessoa de cor da classe trabalhadora que eles acreditam que uma máquina de vender turbinada é melhor do que um mercadinho.”

“Estranho que estejam chamando essa máquina de “Bodega” em vez de “Caixa de Gentrificação.”

“É gritante. Eles querem a conveniência de um mercadinho sem precisar interagir com as pessoas dos bairros que eles invadiram.”

“Eu comeria do chão do mercadinho mais suspeito de Nova York antes de comprar algo do gabinete desses canalhas de tecnologia.”

“Nem minha própria mãe me faz um sanduíche de bacon com ovos às 4 da manhã. Não me digam que meu mercadinho não me ama.”

“Os donos do meu mercadinho são imigrantes do Iêmen, e a loja não só permite que eles tenham uma vida em Nova York, mas que possam também mandar dinheiro para a família.”