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Cientistas descobrem três planetas que podem abrigar vida inteligente

Alexandre Ribeiro
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Alexandre Ribeiro
Cientistas descobrem três planetas que podem abrigar vida inteligente

Essa veio da revista Nature.

Uma pesquisa conduzida no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, na Universidade de Liège, na Bélgica, e em outros centros de pesquisa em astrofísica, descobriu um micro sistema de três planetas que giram em torno de uma estrela anã, todos muito parecidos com a Terra. Pelas contas do time de 15 cientistas, as condições dos três orbes tão semelhantes ao nosso planetinha podem garantir vida inteligente, tal como a nossa (que também é coisa rara de se encontrar hoje em dia).

O nome da estrelinha é Trapista-1 (Trappist-1). Localizada relativamente a 40 anos-luz daqui, é do tamanho de Júpiter. Tão petitinha e com luz tão fraquinha que a pobre não consegue ser vista daqui. Tem uma temperatura débil de 2,400ºC, o que é muito pouquinho na escala das outras estrelas. E isso gera a ela o bullying de ser chamada de estrela anã marrom superfria (ultracool). 

Cientistas descobrem três planetas que podem abrigar vida inteligente

No entanto, é essa temperatura fria, combinada com a proximidade dos planetas que a orbitam, que faz essa estrela nos parecer cool. Trapista-1 pode ser nossa vizinha cósmica mais propícia a abrigar um sistema habitado por gente como a gente.

Cientistas descobrem três planetas que podem abrigar vida inteligente

O estudo do time de cientistas começou com extensas observações feitas por um telescópio de meros 60 centímetros no Chile, que atende pelo nome um tanto desajeitado de TRAnsiting Planets and Planetesimals Small Telescope. Daí veio esse nome de cerveja belga bem boa. Até porque tinha mesmo uma galera da Bélgica no meio. Deviam estar morrendo de saudade da bebida de casa, talvez...

Foram 254 horas ao longo de 62 noites analisando as estrelas até encontrarem os planetas da Trapista-1, com diâmetro igual ao da Terra e a uma distância em que a água poderia existir de forma líquida, propiciando o aparecimento de aminoácidos, proteínas e nas menores formas de vida. Daí, vem toda a ideia evolucionista de Darwin.

Os dias nesses planetas duram entre 36 horas e 60 horas. Mas os anos são mais curtinhos, porque Trapista-1 é pequenina: apenas 73 dias, contra os nossos 365 dias.

Os cientistas também acreditam que os dois planetas mais próximos da estrela sejam muito quentes de dia e muito frios de noite, com temperatura amena no cair da tarde, na intercessão dos dois momentos. É mais provável que haja vida, então, nestes dois.

Ainda que a galera da astrofísica comemore esses achados tomando muita Westvleteren, nenhuma nave vai embarcar para o sistema de Trapista-1 tão cedo. Mesmo a apenas 40 anos-luz de nós, é muito, mas muito além do alcance de nossas sondas. No entanto, agora que a existência dos planetas é conhecida, os telescópios ao redor do mundo podem estudá-los em todos os comprimentos de onda de ultravioleta ao rádio, à procura de metano, oxigênio, CO2 e outros gases nas atmosferas, buscando vida. O povo parece bem animado!

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Por Pilar Magnavita

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