ARQUITETURA

Essa artista russa transforma crânios em obras de arte

Alexandre Ribeiro
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Alexandre Ribeiro

Nascida em Ekaterimburgo, na Rússia, Anora Ashurova se formou em arquitetura seis anos atrás e decidiu ampliar seus horizontes. Mudou-se, então, para Madrid, onde foi estudar artes. Hoje, mora na cidade espanhola de Oviedo, possui um estúdio chamado Area51 e faz obras de arte nada, nada comuns.

Essa artista russa transforma crânios em obras de arte

Seus trabalhos de mais destaque envolvem crânios de animais mortos. Ela explica que sempre foi um hábito da espécie humana conservar esse tipo de peça óssea. Já houve quem guardasse crânios de inimigos abatidos para assustar inimigos futuros. Há também quem guarde ossos de membros da família como maneira de estar com uma pessoa amada para a eternidade. E também há quem mantenha crânios de animais derrotados apenas para demonstrar seu poder.

Ashurova diz que hoje em dia o mais complicado de sua arte é encontrar a “tela” certa. Às vezes, encontra animais selvagens mortos num bosque habitado por lobos. Às vezes, usa algum “presente” que o mar lhe deixa na costa.

@owlandoakbrand OWL AND OAK, last summer project ⚓ #cowskull

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Uma vez que a “tela” é recebida, vem outra parte nada simples: limpar o crânio. A russa brinca e diz que é capaz de dançar em cima de uma mesa quando recebe um crânio já limpinho. Quando isso não acontece, é ela mesma que precisa retirar o tecido, remover restos de gordura e deixar o crânio branquinho, branquinho.

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Quando o trabalho é demorado, Ashurova prefere mergulhar o crânio em um rio ou, em último caso, enterrar os ossos e deixar que larvas façam seu trabalho, removendo o que resta de pele e gordura. Depois, sim, vem a arte.