POLÍTICA

Esses 100 mil livros proibidos viraram literalmente um templo contra a censura

Alexandre Ribeiro
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Alexandre Ribeiro

Nos anos 1930 e 1940, os nazistas proibiram e queimaram livros de todo tipo, fosse pelo assunto ou simplesmente pela origem do autor. Agora, cerca de 80 anos depois, um monumento está sendo construído na Alemanha para honrar a memória desses textos banidos. E o mais legal? Esse templo está sendo erguido com 100 mil livros proibidos! Simbólico, não?

Esses 100 mil livros proibidos viraram literalmente um templo contra a censura

A obra é ideia da artista argentina Marta Minujín, que criou uma réplica no tamanho natural do Parthenon de Atenas. Por que o Parthenon? Porque a construção grega foi erguida com base nos ideais políticos da primeira democracia do mundo.

O “Parthenon dos Livros” será parte do festival Documenta 14, na cidade de Kassel. O evento, realizado pela primeira vez em 1955, já era, quando nasceu, uma tentativa de mostrar arte moderna à Alemanha após os anos do nazismo.

Esses 100 mil livros proibidos viraram literalmente um templo contra a censura

Mas como 100 mil livros formam um prédio tão grande sem desabar? As obras fazem parte da estrutura de aço e estão protegidas por plástico - ou seja, não vão ser danificadas por sol, chuva ou vento. A foto acima, feita de pertinho, mostra uma das colunas da construção.

A exibição vai até o dia 17 de setembro. Quando acabar, os livros - todos emprestados e vindos de partes diferentes do planeta - serão retirados e colocados em circulação novamente no mundo inteiro.