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Falar palavrão faz bem, e a ciência explica

Alexandre Ribeiro
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Alexandre Ribeiro

Palavrões, sejam aqueles mais cabeludos ou outros mais leves, fazem parte da nossa cultura. A gente fala mais palavrão do que imagina. Segundo um estudo de 2009, xingamos 0,7% do tempo. É só um pouquinho a menos do que nosso uso de pronomes pessoais (1%). Mas por que falamos tanto? Porque faz bem! 

Um estudo do Dr. Richard Stephens pegou voluntários e mandou eles colocarem as mãos em uma banheira com água muito, muito gelada. A ideia era medir quanto tempo eles conseguiriam manter as mãos mergulhadas. Aí dividiram os participantes em dois grupos. Um podia falar palavrões à vontade. O outro só podia soltar palavras mais leves como “poxa” ou “caramba”. O primeiro grupo relatou menos sensação de dor e manteve as mãos por mais tempo na água.

Na teoria, o palavrão faz você destravar partes do cérebro que liberam adrenalina e ajudam a lidar com a dor. E não é só essa teoria que dá uma explicação para nossos xingamentos.

1. Xingar descarrega raiva e frustração 

Sim, raiva e frustração podem acumular e fazer muito mal se a gente não souber lidar com isso. Existe algo melhor do que colocar tudo isso pra fora?

2. Palavrões revelam seus sentimentos 

Serve para espanto, dor, desprezo, amor… Palavrão é adjetivo, advérbio e substantivo, tudo ao mesmo tempo. E são tantas as emoções…

3. Xingar para entrosar  

Às vezes, é simples assim. Palavrões fazem você entrar para uma panelinha e até frequentar a rodinha mais popular da escola.

4. Ênfase 

Nada é tão enfático quando não vem acompanhado de um palavrão. Afinal, aquele craque do seu time faz muito gol ou faz gol pra #@$@*&% ???