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Italiana caiu no doping, culpou a massa da mãe e escapou de punição longa

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A tenista italiana Sara Errani, que já foi finalista de Roland Garros e número 5 do mundo, foi flagrada em um exame antidoping e tomou uma suspensão de… apenas dois meses. Como ela se safou com uma punição tão curta? Com uma defesa que culpava o tortelini preparado por sua mãe!

Italiana caiu no doping, culpou a massa da mãe e escapou de punição longa

A história foi a seguinte: um teste de urina coletada de Errani em fevereiro apontou a presença da substância letrozol, que faz parte da lista de medicamentos proibidos pela Agência Mundial Antidoping. A tenista, então, preparou uma defesa baseada na cozinha de sua mãe e conseguiu convencer o tribunal de que o letrozol entrou em seu organismo porque sua mãe guardava o remédio perto do lugar onde preparava comida. Assim, o tortelini teria sido “contaminado”.

Parece bizarro, mas alguns elementos (coincidências ou não) jogaram muito a favor da italiana. Primeiro porque sua mãe faz uso de letrozol há anos como parte de um tratamento contra câncer. Segundo porque o teste positivo aconteceu justamente quando Errani, que passa mais tempo na Espanha e nos Estados Unidos, estava visitando a mãe na Itália.

Italiana caiu no doping, culpou a massa da mãe e escapou de punição longa

Além disso, o tribunal considerou outros dois fatores que aliviaram a punição de Errani: o letrozol não é considerado uma substância que ajuda especificamente no tênis, e a quantidade encontrada em sua urina era bem pequena. Somando isso tudo, a corte achou por bem suspender a tenista italiana por apenas dois meses (de agosto a outubro) - além do período que ela já cumpriu (de fevereiro a junho). 

A punição foi bem menor do que poderia ter sido, já que a pena máxima para casos de doping não intencional é de dois anos. No fim das contas, porém, a "defesa do tortelini contaminado” deu certo.