OUTROS

O que você leu sobre millennials e trabalho é lenda

Autor
O que você leu sobre millennials e trabalho é lenda

O millennial típico (Geração Y) parece que não foi feito para o trabalho em grandes empresas, é viciado em gadgets e só se interessa em si próprio. Pelo menos foi assim que os primeiros autores que descreveram essa geração acabaram por contribuir para esse estereótipo nada bacana. As evidências, no entanto, sugerem que os jovens adultos não têm nada de preguiçosos. Um estudo da Universidade de Radford, no estado americano da Virgínia, concluiu que a ideia de que as gerações mais velhas trabalham mais que os mais novos hoje é um mito, com nenhuma diferença entre profissionalismo entre elas.

A ideia de que os baby boomers (geração do pós-guerra) herdou uma noção de trabalho pesado e frugal ficou tão arraigado na sociedade que os mais jovens tem sido severamente criticados pela visão de vida que trazem para o novo milênio. Apesar da pesada carga horária, maior dependência da tecnologia e conectividade com as questões que envolvem o trabalho quase que 24 horas por dia, discute-se muito se as gerações mais novas como a X (nascidos entre 65 e 80) e os millennials (nascidos de 81 a 2000) têm as mesmas aspirações e afinidades para o trabalho como os mais velhos.

O que você leu sobre millennials e trabalho é lenda

Ao analisar as conclusões de uma variedade de estudos sobre profissionalismo e ética no trabalho, os pesquisadores puderam sintetizar que a diferença entre os baby boomers e as outras gerações é que os primeiros possuem uma visão de que o trabalho representa quase tudo na vida. Os mais novos acreditam que é parte importante, mas apenas uma parte. A explicação é de que, como os mais velhos nasceram após a Segunda Guerra Mundial, em uma época de plena expansão econômica, eles tendem a ver a vida como fundamentalmente a produção econômica.

A Geração X, em contrapartida, nasceu em período turbulentos economicamente e socialmente, o que os trouxe para uma visão de vida um pouco mais diversificada. O profissionalismo está tão presente quanto nas outras gerações, porém, de modo mais abrangente para outras áreas e outras formas.

Os millennials foram considerados preguiçosos e egocêntricos. São pessoas nascidas em mundo com mais três vezes mais pessoas do que os baby boomers, menos ofertas de emprego e muita tecnologia. As famílias mudaram, as horas trabalhadas também e o tipo de trabalho nem se fala. São pessoas que levam para casa, estão exercendo as funções no celular ou computador, de onde estiverem. No entanto, questionam mais e avaliam de maneira mais objetivas processos e ganhos (para si próprio e para a empresa).

No Journal of Business Psychology, os autores desse estudo explicam: “as conclusões de que as diferenças entre gerações não existem quanto ao profissionalismo e a ética de trabalho sugere que as habilidade do século XXI não foram afetadas por nenhuma diferença entre os grupos. As organizações deveriam se concentrar mais nas habilidades de cada um.”