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Parece loucura, mas uma empresa quer jogos de tabuleiro como novo eSport

Alexandre Ribeiro
Autor
Alexandre Ribeiro

Os eSports são a febre do momento, não há como negar. E uma febre milionária, é bom dizer. Os torneios mundiais de videogame são, segundo o Newzoo, uma indústria que movimenta US$ 465 milhões de dólares por ano. E mais do que isso: a Juniper Research projeta que esse valor vai chegar a US$ 3,5 bilhões em 2021. 

Parece loucura, mas uma empresa quer jogos de tabuleiro como novo eSport

Só que tem um dado curioso e que quase ninguém sabe nesse mundo. Jogos de tabuleiro também vêm voltando com força. Os chamados jogos de passatempo, que incluem tabuleiro, cartas e RPGs, movimentaram US$ 1,2 bilhão em 2015, segundo dados do ICv2. E esse número vem crescendo, em média, 29% (!!!) ano após ano nos últimos cinco anos. É por isso que uma empresa quer fazer dos jogos de tabuleiro o novo eSport, com competições mundiais, transmissão de TV e tudo que tem direito (e que dá dinheiro).

É aí que entra a Oomba, uma empresa de redes sociais que produz software para administração de torneios, ligas e times online. Sua tecnologia para o mundo dos jogos de tabuleiro é até simples: ela encontra pessoas e marca horários para que elas se encontrem. O soft também deixa gamers criarem ligas, registrarem placares e avaliarem outros usuários. 

Parece loucura, mas uma empresa quer jogos de tabuleiro como novo eSport

A Oomba viu antes de todo mundo a oportunidade de entrar com força no mundo dos jogos de tabuleiro e já está planejando os primeiros grandes eventos. A ideia é fazer pequenos torneios regionais, sediados em centros de recreação, que classificarão para grandes eventos nacionais e até mundiais. É aí que o dinheiro pesado pode começar a entrar.

O primeiro desses torneios se chama Unrivaled e, já no começo, deve ser o maior do gênero nos Estados Unidos. O evento terá seis jogos de tabuleiro: Ascension, Munchkin, Epic Spell Wars II, Nevermore, Villagers & Villains, e King of Tokyo. O prêmio em dinheiro total deve ficar na casa dos US$ 250 mil. E se der certo, pode abrir portas para um mundo novo (e mais rico) para os fanáticos por jogos de tabuleiro. Já pensou?