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Veja as instituições que estão ajudando o Haiti e saiba como contribuir

Alexandre Ribeiro
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Alexandre Ribeiro

Desde quando o furacão Matthew rasgou o Haiti, no último dia 4, pelo menos mil pessoas morreram e outras 1,4 milhões (1% de todo país) foram atingidas, majoritariamente das cidades na parte sul-ocidental do país quase totalmente destruídas. A ilha caribenha é até agora o país mais afetado pela tempestade. Cerca de 30 mil pessoas estão em abrigos improvisados em 12 municípios, diz a agência haitiana de notícias AlterPresse, e cerca de 10 mil estão sem abrigo.

O país mais pobre do hemisfério ocidental, o Haiti ainda estava se reerguendo dos efeitos do terremoto de 2010 quando foi sacudida pela tempestade. Na época, os tremores vitimaram a médica pediatra e sanitarista brasileira, Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança na Igreja no Brasil.

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Agora que a fúria do ciclone passou, o perigo é outro. A Organização Pan-Americana da Saúde alertou sobre um possível surgimento de cólera depois da catástrofe natural. Este ano, antes do desastre do Matthew, já tinham sido registrados 28,5 mil casos da doença, caracterizada por uma grave e rápida infecção intestinal que pode levar a óbito. Durante esta semana que se seguiu ao Matthew, cerca de uma dúzia de pessoas sucumbiram pelo cólera desde a tempestade.

Veja as instituições que estão ajudando o Haiti e saiba como contribuir

Algumas ONGs e instituições filantrópicas já estão trabalhando no país para aliviar a crise. Você também pode ajuda-los nessa tarefa, fazendo uma contribuição para financiar as atividades e ferramentas necessárias:

Oxfam

Três toneladas de equipamentos de purificação de água - que são urgentemente necessários para impedir a propagação da cólera e outras doenças - estão sendo entregues pela Oxfam, juntamente com os materiais de construção. A iniciativa também se visa amenizar danos à agricultura, fonte de renda da maioria da população que vive com a cultura de subsistência.

Você pode contribuir aqui:

Unicef

O Fundo Infantil da ONU estima que meio milhão de crianças vivem nas áreas mais afetadas pelo furacão. Assim, equipes da Unicef estão levantando uma grana para ajudar a resgatar as crianças que tenham perdido os pais e as que necessitam de ajuda humanitária. Além de estarem presentes no país auxiliando no resgate dessas crianças, a meta é arrecadar pelo menos £ 4 milhões para ajudar a atender as necessidades das crianças envolvidas no desastre.

A proposta é fornecer água potável e restaurar os serviços de saúde, incluindo as precauções tomada contra a desnutrição.

Além disso, a Unicef - que é inteiramente dependente de doadores - prevê a criação de salas de aula temporárias e implementar medidas para ajudar a proteger as crianças da exploração e do abuso, que se fazem mais comuns em grandes catástrofes.

Você pode ajudar a instituição aqui:

Save the Children

A Save the Children está distribuindo kits de higiene, mosquiteiros e pacotes de cuidados para bebês. A instituição também irá criar espaços seguros para as crianças descansarem e se recuperarem.

As doações podem ser feitas no site.

Action Aid

A Action Aid está presente no Haiti desde 1996 e, como outras instituições de ajuda humanitária, tem contatos e programas no seio das comunidades locais. Alimentos, água e kits anti-cólera - contendo higiene e filtros de água - estão sendo distribuídos pela entidade, que luta contra o tempo para salvar vidas do cólera e outras doenças.

É possível ajudar, com doações na página.

No restante do Caribe

Os danos causados pelo Matthew ainda não foram quantificados por causa das inundações e o colapso da ponte principal da cidade de Grand Goave, que faz a conexão com a capital do Haiti, Porto Príncipe. As equipes de resgate estão presas em muitas áreas.

Na vizinha República Dominicana, outras quatro pessoas morreram por causa do Matthew. Em Cuba ele também deixou grandes danos às cidades. A passagem violenta do Matthew na noite de terça-feira provocou deslizamentos de terra e inundações em lugares como Baracoa, Maisí e Imías, que até hoje permaneciam sem sinal de telefone nem energia elétrica e com as estradas de acesso ainda bloqueadas e pontes destruídas. A ajuda, até o momento, só está chegando por via aérea.

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A cidade cubana de Baracoa, onde o furacão foi especialmente destrutivo, ficou em ruínas. Foram contadas pelo menos 749 casas atingidas pelas inundações e mais de 35 mil pessoas evacuadas.

No total, as autoridades cubanas retiraram mais de 1,3 milhão de pessoas em toda a metade oriental da ilha antes da passagem do Matthew, realocados em abrigos, edifícios públicos ou casas de família mais seguras, uma medida preventiva que evitou vítimas fatais. O jornal estatal Granma noticiou na quinta-feira (7/10) a retomada das saídas de ônibus, trens e voos, mas afirmou que não é possível chegar às cidades mais afetadas por terra.

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