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GUARDA COMPARTILHADA NO DIA A DIA

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GUARDA COMPARTILHADA NO DIA A DIA

Na guarda compartilhada ambos os pais participam da criação do filho e antes de tomar uma decisão importante, um tem que consultar o outro. A guarda é do pai e da mãe e a criança pode ter um convívio amplo com ambos. Em razão disto, há quem pense que ao se estabelecer a guarda compartilhada o filho passará metade do tempo com o pai e a outra metade com a mãe. Mas a alternância de períodos com cada genitor pode gerar instabilidade emocional à criança, muitas vezes diagnosticada mais tarde. Isto não é bem-vindo no Brasil e em muitos países. Vamos imaginar uma situação hipotética, se fosse o contrário - o filho permanecesse na mesma casa e cada genitor mudasse de residência semanalmente para conviver com ele. Isto certamente seria cansativo para os pais, que são adultos. Segundo o entendimento majoritário do Judiciário e de muitos especialistas na área, mesmo na guarda compartilhada, a criança precisa morar em uma casa.

As pessoas que acham que a criança deve ficar metade do tempo com cada genitor, também entendem que, uma vez estabelecida à guarda compartilhada há isenção de pagamento da pensão alimentícia. Porém, a pensão serve para custear despesas moradia, alimentação, educação, saúde e lazer. E quem mora com o filho precisa receber um valor mensal para garantir que os pagamentos sejam feitos e assegurar a estabilidade no padrão de vida.

Sorte da criança que tem os pais por perto, comprometidos com sua criação.

Até breve!

Anna Luiza Ferreira – Advogada de Família